Grampolândia pode ter atingido cerca de 70 mil números telefônicos

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A lista de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça em 2014 para monitorar 18 linhas, foi sendo “esticada” por um núcleo de PMs, incluindo criminosamente na “barriga de aluguel” centenas de números até que se perdeu de vista. Quando o escândalo estourou, três anos depois, já estava em cerca de 70 mil.

É o que descobriu agora o desembargador Orlando Perri, relator da investigação batizada por ele próprio de Grampolândia Pantaneira, segundo revelam fontes do Judiciário.

A relação é tão extensa que a Presidência do Tribunal de Justiça destacou cinco servidores para auxiliar Perri na checagem e organização, já que os arquivos comprovando os atos criminosos de invasão de privacidade, de quebra de sigilos telefônico e fiscal de milhares de pessoas, não estão em formato PDF.

A dimensão das interceptações ilegais é muito maior do que se imagina. E as investigações, sob acompanhamento do Judiciário, tendem a puxar para dentro autoridades como envolvidas nos atos criminosos.

Num extremo, milhares de vítimas, como políticos, empresários, jornalistas, cidadãos comuns, candidatos a cargos eletivos na época, marqueteiros, pessoas investigadas e autoridades do Judiciário e do Ministério Público. No outro, militares de alta patente, agindo sob ordens superiores.

Fonte: Blog do Romilson/RD NEWS

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