Pros estuda lançar Gisela Simona à disputa no Senado

O deputado estadual João Batista que é presidente da sigla no Estado, diz que partido fará pesquisa interna para analisar a possibilidade de disputa
JB e Gisela

O presidente do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) de Mato Grosso, o deputado estadual João Batista, afirmou que a sigla deve fazer uma pesquisa interna para analisar a possibilidade de disputar a eleição suplementar para o Senado, que deve ocorrer em 2020. A vaga em questão, surgiu após a cassação do mandato de Selma Arruda (Podemos).

Segundo João Batista, caso haja viabilidade, o nome mais provável para concorrer é a da superintendente do Procon, Gisela Simona.

“O Pros tem bons quadros para apresentar em qualquer disputa, principalmente na questão da senatoria. Mas estamos em conversação com a nacional. Não podemos apenas criar um projeto daqui da base. Temos que entender primeiro o que a população de Mato Grosso quer. Iremos apurar isso em pesquisas qualitativas e quantitativas”, ressaltou.

Segundo o deputado, nas eleições de 2018, Gisela concorreu a uma das oito vagas de Mato Grosso na Câmara Federal, com 50,6 mil votos, ela foi a 9ª mais votada do pleito e este ano, foi nomeada pelo governador Mauro Mendes (DEM) para o comando do Procon, cargo que já havia assumido no passado, “isso demonstra claramente sua competencia”, afirmou o parlamentar.

“Hoje para o Senado, pelo Pros, a Gisela seria o melhor nome que temos à disposição. Ela tem se colocado como soldado do partido. E sendo da vontade popular, e também do partido, ela com certeza estaria à disposição para concorrer”, acrescentou.

João Batista destacou ainda que, outra questão é o apoio do diretório nacional. Para ele, o partido precisaria apoiar financeiramente a disputa em Mato Grosso.

“Após essas pesquisas entraremos em contato com a nacional, que nos tem dado muita abertura para produzir este trabalho aqui. Temos que ter o apoio deles, porque não dá para disputar somente com o apoio da população. Precisamos de estrutura financeira para isso”, disse.

A cassação

Selma e seus suplentes, Gilberto Eglair Possamai e Clérie Fabiana Mendes, foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) em abril deste ano por omitir despesas na ordem de R$ 1,2 milhão durante a pré-campanha e campanha de 2018, o que configura caixa 2 e abuso de poder econômico.

Os gastos foram identificados na contratação da KGM, empresa de pesquisa eleitoral, e a Genius Publicidade.

Ela recorreu da decisão e, na noite de terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a cassação, por 6 votos a 1.

Os ministros também decretaram a inelegibilidade de Selma e seus suplentes por um prazo de oito anos, além da realização de novas eleições em Mato Grosso.

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