Gilmar Fabris é ouvido como testemunha de Arcanjo sobre desvio de R$ 3,3 milhões

_RFP8636(1)(1)(1)

O ex-deputado estadual Gilmar Fabris presta testemunho na tarde desta quinta-feira (23) em processo contra o suposto bicheiro João Arcanjo Ribeiro. A audiência, na Sétima Vara Criminal, ocorre em processo proveniente da Operação Arca de Noé.

A audiência será comandada pela juíza Ana Cristina. O processo versa sobre suposto conluio para constituir, de forma fraudulenta, a empresa C. P. T. Almeida, forjando operações com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) no valor de R$ 3,3 milhões, com o fim de possibilitar o desvio de dinheiro dos cofres públicos estaduais.

Tais cheques nominais à C. P. T. Almeida eram encaminhados pelos próprios deputados para a Confiança Factoring, propriedade de Arcanjo, e lá eram trocados por dinheiro, ou por cheques emitidos pela Confiança e nominais aos então deputados Jose Geraldo Riva e Humberto Melo Bosaipo ou a pessoas ou empresas indicadas pelos parlamentares.

A audiência com Fabris estava prevista para ocorrer no dia 27 de novembro de 2019. Porém, foi adiada após apresentação de atestado médico. O advogado de Arcanjo, Zaid Arbid, explicou que decidiu arrolar o ex-deputado como testemunha, pois ele tem “conhecimento de causa”. Zaid Arbid, inclusive, também atua como advogado de Gilmar Fabris.

“Os fatos que estão sendo apurados nesta ação penal remetem aos anos de 2000 e 2002, então Gilmar Fabris nestes anos esteve como deputado estadual, e ele vinha de 1996 até 1998  em uma gestão de presidência da Assembleia, então o que se fazia na ALMT, as práticas e a forma como comercializava e se adquiria produtos, ele c”nhecia”, afirmou Zaid ao Olhar Jurídico em novembro de 2019.

A Operação Arca de Noé foi deflagrada em 2002 pela Polícia Federal e desmantelou sistema financeiro à margem do oficial liderado pelo suposto bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

O então criminoso contava com o auxílio de políticos justamente como os ex-deputados José Riva e Humberto Bosaipo. O objetivo era desviar dinheiro público por meio de empresas fantasmas e depois lavara quantias nas factorings de Arcanjo.

 

Fonte: Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino Pereira

 

Anúncio

Deixe um Comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *