PF não concluiu inquérito que investiga Mendes por fraude de R$ 700 milhões

Mauro e outras quatro pessoas já são réus em uma ação civil pública, movida em 2014, pelo MPF, que pede a condenação de todos por improbidade administrativa.
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De acordo com informações do site Isso É Notícia, a Polícia Federal de Cuiabá ainda não concluiu um inquérito criminal instaurado em 2013, que apura a participação de Mauro Mendes (DEM) e de outras pessoas, em um leilão de uma mineradora que, segundo o Ministério Público, foi fraudado em até R$ 700 milhões para ser direcionada ao grupo empresarial do atual governador de Mato Grosso.

Mauro e outras quatro pessoas já são réus em uma ação civil pública, movida em 2014, pelo MPF, que pede a condenação de todos por improbidade administrativa. Mas, na esfera criminal, o governador conta com a letargia da Polícia Federal.

Curiosamente, o ex-juiz trabalhista Luis Aparecido Torres e um corretor de móveis já foram indiciados pela PF, denunciados pelo MPF e estão respondendo a uma ação por lavagem de dinheiro envolvendo os mesmos fatos.

Neste caso, a ação já está conclusa para sentença e corre na 7ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá, sob os cuidados do juiz Paulo Sodré.

Com a demora, os crimes investigados podem prescrever e beneficiar os suspeitos, já que o leilão objeto da apuração ocorreu em 2009.

O portal Isso É Notícia, apurou que, na PF, a investigação está nas mãos do delegado Wilson Rodrigues.

A INVESTIGAÇÃO

A investigação que começou a apurar a prática de corrupção ativa pelo então empresário Mauro Mendes foi instaurado originalmente em 2013, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília.

A abertura foi determinada, à época, pela Procuradoria Regional da República (Nº 0074448-22.2013.4.01.0000).

Lá, ele tramitou sob a relatoria do desembargador federal Cândido Ribeiro.

Em junho de 2017, depois que Mauro Mendes perdeu a prerrogativa de foro por função após deixar o cargo de prefeito de Cuiabá, o inquérito foi enviado à primeira instância, sob os cuidados da Polícia Federal.

Mas, até hoje, o inquérito sigiloso que investiga Mauro e outras pessoas não foi finalizado.

O número de registro federal do inquérito na PF de Cuiabá é 001089624-4.

FALSIDADE IDEOLÓGICA

Mauro Mendes e a ex-juíza Carla Reita Faria Leal foram denunciados e viraram réus em outra ação penal que apura a prática do crime de falsidade ideológica.

Neste caso, o objeto da apuração é a fraude de outro leilão, desta vez de uma cobertura de luxo na Praça Popular em leilão também realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho de MT.

O MPF garante que, neste caso, Mauro atuou como arremate de laranja da ex-juíza, que foi aposentada. Para piorar, ambos são acusados de falsificarem um empréstimo para justificar a transação.

O OUTRO LADO

O Isso É Notícia tentou, reiteradas vezes, obter uma posição da Polícia Federal sobre o inquérito, via assessoria de imprensa e via gabinete do delegado Wilson Rodrigues.

Todavia, a PF não se manifestou sobre o caso.

Fonte: Isso É Notícia

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

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