Secretário cita delações e dispara: “Filhos da p* pegaram propina”

Marcelo de Oliveira disse que ainda no 1º semestre deste ano, Governo dará solução ao modal
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O secretário de Estado de Infraestrutura Marcelo de Oliveira rasgou o verbo ao tratar da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prevista para Copa de 2014, mas que está paralisada desde aquele ano.

“Pessoas que eram para estar fiscalizando a boa aplicação do dinheiro público, estavam pegando mesada no palácio do Governo. Mesada, propina, o diabo que o carregue”, disparou o secretário, em alusão às propinas pagas na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

“Eu acho que a população de Mato Grosso tem que ter o direito de saber quem eram os bandidos, desculpe as expressões, os filhos da p… que pegaram o dinheiro público do Estado de Mato Grosso”, emendou Oliveira, sem citar nomes.

O desabafo foi feito durante entrevista à Rádio Capital, na manhã desta segunda-feira (3).

Na ocasião, o secretário foi questionado por um ouvinte sobre o desfecho que o Governo do Estado pretende dar ao modal.

Segundo ele, a mesma “ênfase de cobrança”, deveria ter sido feita pela população lá atrás, à época em que a obra estava em execução.

“Deveriam ter cobrado os responsáveis pela fiscalização dessas obras do VLT. Não é a toa que estamos vendo delações e mais delações sendo colocadas na nossa cara, sendo jogadas na nossa cara de manhã, de tarde e de noite”, disse.

O secretário lembrou ainda sua passagem pela antiga Secopa e garantiu que até o mês de junho o governador Mauro Mendes (DEM) anunciará o destino do VLT.

“Eu trabalhei na Secopa e tenho orgulho de falar isso. Pergunta se meu nome aparece em alguma delação. Pergunta se meu nome aparece em alguma conversa fiada de empreiteiro. Isso eu não tenho”, afirmou.

“Agora, a solução para o VLT, o governador já falou. Ele dará solução ainda neste primeiro semestre. Estamos acabando o estudo com o grupo de trabalho do VLT, feito em conjunto com a Secretaria de Mobilidade Urbana nacional”, acrescentou o secretário.

 A obra

Iniciadas em 2012, as obras do VLT estão paradas desde dezembro de 2014. Até então, apenas 6 km dos 22 km dos trilhos foram concluídos.

Orçado em R$ 1,477 bilhão – dos quais R$ 1,066 bilhão já foram aplicados, segundo dados da data base de maio de 2012 -, o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido pelo Governo do Estado após a Operação Descarrilho – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 – que apontou indícios de irregularidades no acordo.

Além disso, o Governo instalou processo administrativo para apurar possíveis infrações contratuais e prometeu lançar uma nova licitação para a obra.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Comprados quando a obra foi iniciada, os materiais rodantes custam ao Governo cerca de R$ 16 milhões por mês para manutenção.

Fonte: Mídia News

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