Chorando, Antonio Joaquim acusa Taques e Janot de “assassinar sua reputação”

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O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Antonio Joaquim, acusado de dissimular patrimônio e usar laranjas para ocultar dinheiro recebido como propina  no voto do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Raul Araújo,  se diz vítima de perseguição e “assassinato de reputação”. Os responsáveis seriam o ex-governador Pedro Taques e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Sem conter as lágrimas, Antônio Joaquim sustenta que a perseguição que resultou no seu afastamento  teve início quando anunciou que pretendia concorrer ao Governo do Estado em 2018. Afirma ainda que está sofrendo dupla punição já que seu cargo de presidente do TCE foi cassado.

 

 

“Desde que tudo isso começou eu tive a certeza de que estou sendo punido por ter decidido pleitear uma candidatura ao Governo do Estado. Este é o verdadeiro crime que cometi! Hoje, mais do que nunca, sei que sou vítima de uma trama sórdida e covarde, uma grande farsa, executada por dois bandidos, ex-procuradores do MPF, o então procurador-geral Rodrigo Janot e o senhor  Pedro Taques, desencadeada com o único objetivo de impedir a minha presença no processo eleitoral de 2018”, disse Antonio Joaquim, em coletiva de imprensa, na tarde esta segunda (9).

Segundo ele, a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa cita mais de 200 pessoas físicas e jurídicas. Entretanto, somente os conselheiros do TCE acabaram afastados pela Operação Malebolge, desdobramento da Ararath, desencadeada em setembro de 2017.

“Para outros, que tiveram contra si, inclusive, a divulgação de vídeos constrangedores, ou mesmo casos com indícios muito fortes de corrupção envolvendo empresas, não houve nada, pelo menos até agora, capaz de ensejar alguma consequência.  Reafirmo agora que os senhores Janot e Taques, assassinos da minha reputação, operaram em conchavo, em conluio, para me impedir de ser candidato a governador, armando essa monstruosa farsa que se estende até hoje”, completou.

Na coletiva, Antonio Joaquim voltou a negar todas as acusações que constam no inquérito e no voto do relator Raul Araújo. Sustenta que todas as transações de imóveis e financeiras, inclusive com a empreiteira Trimec e empréstimos para o genro, foram feitas na legalidade.

Por fim, Antonio Joaquim cita o episódio em que Janot relata ter entrado armado no Supremo Tribunal Federal (STF) para assassinar o ministro Gilmar Mendes para acabou desistindo. Garantiu ainda que verá todas as acusações que lhe atingem sendo arquivadas.

“O senhor  Janot não teve coragem de apertar o gatilho para assassinar o ministro Gilmar Mendes, mas teve coragem suficiente para assassinar com crueldade a minha reputação.  A partir de hoje, farei uma cruzada incansável em defesa da minha honra. Viverei o dia em que o MPF irá pedir o arquivamento do inquérito por falta de provas, ou, se fizer uma denúncia inepta, o ministro não a aceitará por falta de provas”, concluiu.

Fonte RD News

Foto Rodinei Crescencio

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