Cuiabanos pagarão mais caro nas tarifas de água e esgoto; dois aumentos no mês

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Cuiabanos vão pagar mais caro para o tratamento de água e esgoto. A partir de 8 de abril passa a valer o reajuste de 6,37% na tarifa, mas o consumidor deve se preparar para outro aumento ainda esse mês. Além do reajuste tarifário de 6,37% já aprovado, está em análise um pedido de revisão do contrato onde a empresa Águas Cuiabá solicita quase 60% de aumento, mas só deve receber 2%.

Atualmente, a concessionária atende na Capital cerca de 250 mil unidades consumidoras, entre residenciais e comerciais.

O tema foi levado para audiência pública nesta terça (11) e a palavra final sobre o caso é da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá, que já consultou o Conselho Participativo. Porém,  processo está com pedido de vistas pelo representante da Câmara, vereador Marcrea Santos (PRTB).

O presidente da Arsec, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, afirmou ao site RD NEWS que o pedido da empresa ainda será analisado, mas adiantou que um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou que 2% de aumento daria conta do reequilíbrio do contrato.

“O reajuste de 6,37 é certo, uma vez que é definido em contrato e vai cobrir perdes inflacionárias, mas a revisão ainda está sob análise e aguardamos a devolução do processo pelo representante da Câmara”, explicou.

Marcrean tem até 18 de março para devolver ocaso e direção da Arsec vai definir quanto será concedido de aumento, além dos 6,37%.

O Proteção e Defesa do Consumidor chegou a questionar alguns pontos apresentados pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto de Cuiabá como justificativa para o reajuste que estaria acima da inflação de 2019, que fechou em 4,31%. Mas, como já deixou claro o presidente da Arsec, a palavra final é da reguladora e o tema já passou pela audiência pública somente para dar publicidade.

Entenda o processo para aprovação

Após a apresentação dos documentos que justificam o reajuste solicitado, a agência reguladora encaminha o pedido ao Conselho Participativo da Arsec – composto por sindicatos, representantes da Câmara Municipal, Prefeitura, entre outras entidades. Dessa forma, o processo é distribuído para um conselheiro emitir parecer, acatando ou não os cálculos. Posteriormente, ocorre a votação do parecer pelo conselho e aprovação pela diretoria da autarquia.

Fonte: RD NEWS

Foto Reprodução

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