Com excesso de decretos municipais, Mendes alega “descoordenação” no combate à pandemia

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O governador do Estado, Mauro Mendes (DEM), criticou o governo federal nesta quarta-feira (1) ao alegar que houve “descoordenação” quanto as decisões tomadas no enfrentamento à Covid-19, o coronavírus, no Brasil. “Houve descoordenação nacional do que deve ou não deve fazer nos estados”, disse o democrata ao citar casos em que prefeitos, sem qualquer registro do coronavírus,  publicaram decretos ordenando o fechamento integral dos estabelecimentos comercias, colocando em risco a economia local.

A afirmação de Mendes, foi feita durante entrevista ao Portal Uol transmitida por meio de videoconferência, pelo Youtube, no início da tarde desta quarta-feira (1). O bate papo com o jornalista e colunista Josias de Souza, contou também com a participação dos governadores Eduardo Leite (PSDB) e Renato Casagrande (PSB), dos estados do Rio Grande do Sul e Espírito Santo, respectivamente.

Os três debateram problemas enfrentados neste período de pandemia no país. Falaram dos critérios adotados em cada estado. Unânimes, os políticos defendem o isolamento social, mas sem que haja prejuízos maiores aos seus territórios. Tanto no Sul, quanto no Espírito Santo, os gestores seguem a mesma linha de Mato Grosso, mantendo os serviços essenciais em pleno funcionamento, mas prevendo quedas consideráveis na arrecadação se o prazo de isolamento social se estender por mais tempo.

“Devemos tomar decisões mais sensatas, equilibradas e técnicas. Prefeitos (em Mato Grosso), têm cedido a pressão das mídias, se baseando por São Paulo que apresenta uma realidade bem diferente da nossa. Precisamos agir de maneira convergente, porque isso vai refletir na vida das pessoas. Empresas quebradas, que talvez nem consigam se recuperar, além do desemprego em massa que uma decisão impensada poderá provocar”, alertou Mendes, apoiado pelo governador do Rio Grande Sul.

O democrata ressalta que São Paulo não é parâmetro para decisões locais, se comparado a Mato Grosso, visto que o estado paulista possui quase quatro vezes mais o número de habitantes, que atualmente contabiliza 3,4 milhões de pessoas. “São Paulo tem muito mais habitantes por metro quadrado, do que Mato Grosso. Então, precisamos seguir o conceito de contaminação local, tomar decisões certas. O mesmo vale para contaminação comunitária. E a partir daí termos condições de dar mais racionalidade nas tomadas de decisões. Não posso dar o mesmo tratamento que São Paulo deu”, argumentou.

Eduardo e Casagrande, seguem o mesmo entendimento de Mendes e disseram que vão observaram o cenário dos próximos dias para definir se o setor produtivo retomará às atividades. Por enquanto, ambos seguem cumprindo o isolamento social, mantendo os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, fechados. Casagrande lembrou dos países asiáticos que combateram a crise, tomando decisões mais enérgicas. No entanto, ele acredita que adotar a mesma medida no Brasil, causaria um grande colapso financeiro.

Guerra política

Durante entrevista, Josias questionou Mauro Mendes se a relação conflituosa entre o presidente Jair Messias Bolsonaro com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta ajudaria provocar o caos no país. “Ele sempre agiu conflitando com o PT e demonstra que quer governar assim, criando conflitos e culpados para a crise no país. Esquece que nosso inimigo, no momento, não são os partidos políticos. Nosso inimigo é o coronavírus.  É preciso deixar as divergências partidárias de lado e colocar em primeiro lugar o que mais importa: crise econômica e o desemprego de milhares de brasileiro”, concluiu o chefe do Executivo de Mato Grosso.

 

Fonte Hipernotícias

 

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