“Fofoca infundada”, dizem irmãos Campos sobre crimes de fraudes e assassinato

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Os irmãos Jayme e Júlio Campos, ambos do partido Democratas, rebateram reportagem do site Congresso em Foco publicada no domingo (26) que apontou acusações de fraude eleitoral, corrupção e até assassinato contra eles. Os políticos alegam que nunca foram formalmente acusados por estes crimes. Júlio Campos foi governador por Mato Grosso ainda durante a ditadura militar. Jayme foi prefeito de Várzea Grande durante este período e elegeu-se governador depois do fim do regime.

Nesta segunda-feira (27), ao site Olhar Direto, ambos declararam que tudo não passa de fofoca sem fundamento e que esse assunto já foi “enterrado” há 40 anos atrás.

Segundo Júlio, esse tipo de coisa demonstra um pouco de desespero por alguns correntes políticos, mas esse assunto não será respondido. “Vou apenas processar quem fez isso e quem replicou. Pois é um assunto que já foi enterrado há mais de 40 anos e que querem desenterrar. Além de tudo, é muita mentira, fofoca e calúnia. É difícil, mas vamos superar mais uma vez”, comentou o pré-candidato ao Senado, em eleição suplementar que ainda não tem data para acontecer.

De acordo com a reportagem, os relatos das investigações estão em documentos arquivados pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência dos militares. Nestes arquivos, Jayme e Júlio Campos são apontados por investigadores do SNI como autores de diferentes crimes.

Apesar dos relatórios produzidos, das cartas, dos dossiês e outros documentos, Jayme e sua família nunca foram formalmente acusados. Os Campos, de acordo com a matéria assinada pelo jornalista Lázaro Thor, são o clã político mais poderoso de Mato Grosso e grande parte deste poder foi conquistado nos 1980, quando dominavam o PDS, principal herdeiro da Arena, legenda de apoio à ditadura.

O senador Jayme Campos também foi procurado pelo Olhar Direto e preferiu não falar nem fazer acusações sobre essa situação que o expôs. De acordo com nota encaminhada pela assessoria do parlamentar, o posicionamento já foi dado na própria matéria do Congresso em Foco.

“O que havia para ser falado já foi dito na própria matéria. São fatos com mais de 40 anos, os acusados do crime foram julgados e condenados, nenhum deles sequer foram acusados, e quanto as ilações das empreiteiras e licitações de governo, está mais do que comprovado que nunca aconteceu nem a sociedade, nem o favorecimento de qualquer uma delas. Estranhamente o assunto vem após 40 anos e em meio a turbulência política vivenciadas e acusações internas de interferência política nos órgãos de polícia”.

Ainda de acordo com Jayme e com Júlio, eles devem se reunir nesta segunda-feira (27) com sua equipe jurídica para decidir o que vai ser feito mediante à publicação da reportagem do Congresso em Foco.

 

Fonte Olhar Direto

Foto Reprodução

 

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