Abílio comemora volta, cita gastos de Emanuel e cogita CPI do Covid-19

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O vereador Abílio Júnior (Podemos) comemorou a decisão do juiz Carlos Roberto de Barros Campos, da 4ª Vara de Fazenda Pública de Cuiabá, que determinou a anulação de cassação, bem como seu retorno imediato à Câmara dos Vereadores.

 

O parlamentar teve o mandato cassado no dia 6 de março, por 14 votos favoráveis e 11 contrários. Abílio respondeu a um processo por quebra de decoro em razão de supostas agressões verbais a colegas e por excessos cometidos durante fiscalizações na área de Saúde.

 

O magistrado, contudo, apontou uma série de ilegalidades, entre as quais, influência do Executivo orientando o voto da liderança partidária pela cassação.

 

“Acredito que foi feito o certo, o correto. Aquilo que já havíamos apontado durante todo o processo, que havia vícios insanáveis, que havia ilegalidade processual”, disse Abílio em uma entrevista à imprensa em frente ao prédio da Câmara, na tarde desta quarta-feira (6).

 

“O juiz fala também que apesar de o Plenário ser soberano, não pode ser soberano para respaldar ato ilegal. A soberania do Plenário é dentro da legalidade”, acrescentou.

 

Ao lado de outros 10 vereadores que integram a oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), Abílio disse esperar que os colegas que votaram por sua cassação respeitem seu exercício parlamentar.

 

CPI da Covid-19

 

Ainda na entrevista, Abílio disse cogitar a possibilidade de pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar os gastos do Executivo em ações relativas ao combate da Covid-19.

 

Mesmo não exercendo mandato, Abílio disse que estava acompanhando despesas, segundo ele, desnecessárias que vêm sendo feitas pelo Munícipio. A exemplo, citou a locação de drones ao custo de R$ 280 mil mensal para pulverização em condomínios fechados da Capital.

 

Há, ainda, uma preocupação por parte da oposição com a aplicação dos quase R$ 200 milhões que serão enviados a Cuiabá pela União por meio do socorro que ocorrerá aos Estados, por conta da pandemia.

 

“Vamos discutir uma possível criação da CPI da Covid-19, para que esses vereadores que estão aqui na Câmara possam fiscalizar os recursos que são passados ao Município. Se não houver nenhuma ilegalidade, não haverá problema. Mas pelo que vimos, em relação ao desperdício do dinheiro público na questão dos drones, a gente percebe que há, sim, necessidade de fiscalizar”, disse.

 

“E como a Prefeitura de Cuiabá tem feito contratos sem licitação e os mesmos não estão no Portal Transparência, não há como fiscalizar através da plataforma padrão. Teremos que fiscalizar de forma efetiva. Tenho certeza que ninguém aqui vai deixar isso passar”, completou.

 

Fonte: Mídia News

Foto: Francinei Marans/Câmara de Cuiabá

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