Juíza autoriza tenente Ledur ser promovida a capitã em MT

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A juíza plantonista Cristiane Padim da Silva extinguiu um processo no Poder Judiciário Estadual que tentava impedir a promoção da tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Izadora Ledur de Souza Dechamps.

 

Ela foi acusada de torturar e matar Rodrigo Patrício Lima Claro, no ano de 2016, aluno da Corporação – estágio necessário ao ingresso efetivo no Corpo de Bombeiros.

 

A decisão é da última segunda-feira (4). A juíza plantonista justificou a medida dizendo que o advogado que representa a causa anexou aos autos apenas os seus documentos pessoais. Se a extinção do processo for mantida, não há nenhum impedimento legal que impeça a promoção da tenente ao cargo de capitã.

 

“O autor baseou suas razões apontando a existência de notícias veiculadas pela imprensa e em um suposto ato que chama servidores militares para comparecerem em um ambulatório militar, não se atentando sequer para a apresentação dessas supostas matérias”, explicou a magistrada.

 

Cristiane Padim da Silva revelou ainda que a petição cita que a suposta tortura e morte do aluno foi alvo de reportagens em veículos de comunicação de Mato Grosso. No entanto, segundo a juíza, o advogado não indicou quais seriam estes jornais ou sites de notícias. “Apenas a menção a notícias veiculadas em sites, argumentação que está muito aquém do necessário para preenchimento dos requisitos para o início do procedimento”, explicou a magistrada.

 

Em sua decisão, a juíza disse ainda que processos dessa natureza “impedem” as demandas que, em sua avaliação, “necessitam” de sentença judicial. “Registro que procedimentos como o ora analisado impedem o julgamento de milhares de demandas que realmente necessitam de decisão judicial, principalmente, nessa época de pandemia”, finalizou a magistrada.

 

MORTE

Apesar de gozar de grande prestígio junto à sociedade, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso teve a imagem manchada por um episódio trágico, ocorrido em novembro de 2016.

 

Rodrigo Claro, um aluno que acabara de ingressar na Corporação, morreu aos 21 anos no dia 15 daquele mês por hemorragia cerebral. O incidente ocorreu durante um treinamento de campo, supervisionado pela tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps. Ela foi apontada como responsável pela morte, em decorrência de supostas torturas contra o aluno.

 

Após a incidente, a tenente chegou a ficar mais de 700 dias afastada da Corporação, e já tentou ser promovida cinco vezes. Ele responde a uma ação proposta pelo Ministério Público do Estado (MPMT), e também é ré numa ação criminal que apura as circunstâncias da morte do aluno.

 

Fonte: Folhamax

Foto: Reprodução

 

 

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