Investigação identifica clínica veterinária que descartou animais mortos

Screenshot_20200517-191046_Facebook

A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) identificou a Clínica do Povo como a responsável pelos descartes de 18 cachorros mortos em uma área de mata, na região do Jardim Imperial, em Cuiabá. A empresa possuí cinco lojas na Capital, sendo a matriz localizada no mesmo bairro onde os animais foram encontrados.

 

As investigações da Dema começaram logo após a localização dos cães. Conforme o site RD News apurou que o ato de deixar os bichos na estrada partiu de parceiro clandestino. Isso porque, até a manhã deste domingo a clínica não havia apresentado à polícia contrato com empresa regulamentada para receber os animais pets para a destinação final. O proprietário do local será ouvido pela Dema ainda nesta semana.

Segundo a polícia, foram realizadas perícias e laudos, porém somente depois da identificação dos donos dos cachorros será possível definir se houve maus-tratos ou morte natural. O inquérito tem 30 dias para ser concluído.

 

A investigação é coordenada pela delegada Liliane Murata Costa.  As diligências apuram possíveis ocorrências de crimes como poluição hídrica e do solo (pois o descarte ocorreu em área onde passa um corrégo), descumprimento de dever legal por ética profissional e não descarta a possibilidade de crime de maus-tratos com resultado para óbito.

O crime

A Dema tomou conhecimento do fato na quinta, 14 de maio, e realizou diligências no local, onde os policiais localizaram cães já mortos, uma placenta com filhotes também mortos, todos descartados inadequadamente.

 

A celeridade na investigação foi possível com a colaboração do Ministério Público, por meio do promotor Joelson Campos, da promotoria especializada do Meio Ambiente, e do juiz Rodrigo Curvo que deferiu os mandados representados pela delegacia especializada.

O ato apurado pode ser enquadrado em várias situações previstas na Lei de Crimes Ambientais: o artigo 32 define como crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena prevista é de detenção, de três meses a um ano, e multa. Há aumento da pena caso o ato resulte em morte.

Já o Artigo 54 pune a conduta de causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. A pena é de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

 

O Artigo 68 define que é crime “deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental”. A pena prevista é e detenção, de um a três anos, e multa.

Outro lado

A reportagem do site RD News procurou os responsáveis pela clínica na manhã deste domingo, porém foi informada que a empresa irá se pronunciar somente nesta segunda (18). Funcionários solicitaram que retornemos a ligação por volta das 8h.

Apesar da resposta, o espaço continua aberto, caso a diretoria da empresa queira se posicionar ainda hoje.

 

Fonte: RD News

Foto: Rodinei Crescêncio

Anúncio

Deixe um Comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *