Eleições 2020 serão marcadas pelas mídias digitais

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Os pré-candidatos para as eleições municipais de Cuiabá preveem uma campanha virtual, remota, centrada nas redes sociais e com pouco ou nenhum contato direto com os eleitores. A campanha, para quem está fora (do poder) vai depender muito mais da rede de voluntariado do que da estrutura, dizem analistas políticos. “Acho que tem que ter o financiamento público. Mas é uma batalha de comunicação perdida”, admite o analista Luiz Fernando.

 

Pela crise, vai ser muito difícil arrecadar recursos para campanha. O que vai salvar é o fundo eleitoral, até porque a gente não tem alternativa, avaliam pré-candidatos.

 

Especialistas em marketing político fazem alerta sobre as novas regras para a internet  :

 

Neste ano, os eleitores mato-grossenses vão às urnas escolher prefeitos e vereadores. Com a influência cada vez maior das mídias sociais no processo de formação de opinião do eleitor, especialistas em marketing alertam sobre a importância do posicionamento digital dos candidatos nas eleições de 2020.

Um levantamento divulgado pelo Atlas Notícia aponta que mais de 60% das cidades no Brasil não possuem veículos de imprensa. Já as redes sociais estão em todos os lugares, transformando o marketing digital em ferramenta imprescindível para os candidatos.

“O candidato que quiser destaque nas eleições terá que ser atuante nas diversas redes sociais, com conteúdo que atendam as expectativas dos eleitores”, explica Rodrigo Brum, diretor da agência AAZ Assessoria e Consultoria, especialista em marketing e assessoria política.

Para acompanhar este processo, a Lei nº 13.488 estabelece mudanças importantes referente ao uso das redes sociais na campanha eleitoral, entre elas a utilização de impulsionamento para aumentar a exposição de conteúdos no Facebook, Instagram e Twitter. Porém, o advogado eleitoral Danúbio Frauzino explica que é preciso tomar cuidado.

“O candidato deve registrar seu CNPJ de campanha para pagar os impulsionamentos de conteúdos nas mídias sociais. Quando realizado por pessoa física, ele pode ser configurado como crime eleitoral”, afirma.

Para profissionais da área, estas mudanças no cenário do marketing político provocarão muitas polêmicas nas eleições municipais de 2020, por isso, eles advertem sobre o amadorismo.

“O candidato precisa entender que não se ganha uma eleição apenas com postagem. As equipes precisam trabalhar de maneira muito mais técnica, já que o engajamento conta muito mais do que a quantidade de postagens”, explica Rodrigo Brum.

O especialista também ressalta a importância do planejamento estratégico antecipado e de uma boa equipe de marketing e assessoria.

 

Fonte: Notícias Goiás/Caldeirão Político

Foto Reprodução

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