Manifestantes realizam ato de apoio à Bolsonaro na Esplanada

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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltaram às ruas de Brasília, neste domingo (24/05), após a divulgação de vídeos da reunião ministerial, ocorrida no dia 22 de abril.

 

Por volta das 11h20, o presidente, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e o deputado federal Hélio Lopes embarcaram em um helicóptero no Palácio da Alvorada e desembarcaram na Esplanada.

 

Ao meio-dia, Bolsonaro começou a percorrer um trajeto a pé para cumprimentar os apoiadores. Estava cercado de seguranças, ministros e deputados. Antes de cumprimentar os manifestantes, incluindo crianças, o presidente disse algumas palavras em vídeo publicado em suas redes sociais.

 

“Mais uma manifestação espontânea do povo. Pela democracia, pela liberdade. Pessoas realmente querendo que o Brasil vá pra frente. Liberdade acima de tudo. Valeu, pessoal”, falou. Bolsonaro não discursou e saiu por volta das 12h40, retornando ao Palácio da Alvorada.

Ostentando bandeiras do Brasil e faixas com mensagens que enalteciam o presidente, os manifestantes saíram em carreata e se concentraram na Praça dos Três Poderes. A Polícia Militar acompanhou a manifestação.

Muitos apoiadores não usaram a máscara de proteção recomendada pelas autoridades de saúde. O uso do item que evita a propagação do novo coronavírus se tornou obrigatório no Distrito Federal e a multa pode chegar a R$ 2 mil.

O presidente chegou de máscara, mas a retirou enquanto acenava e cumprimentava os apoiadores na Praça dos Três Poderes, provocando aglomeração. Entre as placas que os manifestantes seguram, algumas frases como: “Supremo é povo” e “Guedes tem razão”, em referência ao ministro da Economia,Paulo Guedes.

Mais uma vez, o protesto defendeu o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a renúncia do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi acusado de conspirar contra o governo. Além disso, alguns manifestantes pediram uma intervenção militar com Bolsonaro no poder.

Os apoiadores defenderam ainda a reabertura do comércio e a volta à normalidade. E reclamaram de perdas para a economia durante o distanciamento social.

Com camisas amarelas, bandeiras do Brasil e rojões, gritaram: “Basta de ditadura do STF”.

 

Antes de cumprimentar os manifestantes, o presidente sobrevoou a Esplanada e postou em suas redes sociais a imagem feita de cima. Mais cedo, o presidente citou, nas redes sociais, a Lei de Abuso de Autoridade para atacar a divulgação dos vídeos da reunião ministerial.

 

Entenda o caso
Bolsonaro é alvo de um inquérito que também envolve o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O ex-ministro deixou o pasta no dia 24 de abril acusando o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

Segundo ele, Bolsonaro não só queria indicar alguém de “sua confiança” tanto para a diretoria-geral da PF quanto para as superintendências estaduais, como também queria “relatórios de inteligência” da corporação.

 

Entre os elementos que, segundo o ex-juiz, provavam suas alegações, estava justamente o vídeo desta reunião ministerial. As imagens foram entregues pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de um inquérito que apura as alegações de Moro, mas permaneciam, até então, em sigilo.

 

No último dia 12, o ex-ministro, seus advogados, representantes do governo federal, da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), assistiram ao vídeo juntos, em sessão reservada. O ministro do STF Celso de Mello atendeu ao pedido de Moro, que defendia o levantamento integral do sigilo. As imagens foram divulgadas na sexta (22/05).

O pedido de busca e apreensão do celular de Bolsonaro para investigações que apuram suposta interferência política do presidente na Polícia Federal foi ironizado durante a manifestação. “E o celular do Adélio?” perguntaram alguns manifestantes, em diversas faixas. Uma referência a Adélio Bispo, autor da facada no presidente durante a campanha eleitoral de 2018. Ele está preso.

 

 

Fonte Metrópoles

Foto Hugo Barreto

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