Irmão de Prefeito não comparece para depor na CPI do Paletó

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O empresário Marco Polo de Freitas Pinheiro, o Popó, não compareceu na sessão desta quarta-feira (27) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o seu irmão, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). O requerimento de não comparecimento foi apresentado nesta terça-feira (26) pelo seu advogado Francisco Faiad.

Entre os argumentos da defesa de Popó, estaria o fato de que a CPI não havia fornecido o link da sessão, que está ocorrendo de maneira remota por conta da pandemia do novo coronavírus.

A defesa afirma que a recusa de Popó também está amparada no Código de Processo Penal, que garante que o intimado que tenha parentesco com o investigado, como irmão, pai, filho ou cônjuge, possa negar o depoimento. No início da reunião, Francisco Faiad reafirmou o posicionamento de Popó em não depor.

 

Popó faz parte da principal linha de defesa do prefeito Emanuel Pinheiro, no caso da CPI do Paleltó, no qual alega que os maços de dinheiro que recebeu e que foram gravados pelo chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correia, seriam para quitar uma dívida entre o então governador e o seu irmão, o Popó.

As imagens foram gravadas em dezembro de 2013, quando Emanuel Pinheiro ainda era deputado estadual. Silval Barbosa apresentou o vídeo como prova de que os deputados estaduais recebiam mensalmente R$ 50 mil em mesada para apoiar o governo na Assembleia.

Diante da negativa, o vereador Felipe Wellaton (Cidadania) apresentou um novo requerimento solicitando que Bárbara Helena Pinheiro, que é sócia e esposa de Popó no instituto de pesquisa Mark, para depor na CPI sobre os fatos. O pedido será analisado na próxima reunião da CPI. Bárbara também é servidora da Câmara de Vereadores e ocupa o cargo de Secretária de Recursos Humanos.

 

A previsão é que no dia 3 de junho o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que fechou delação premiada com o Tribunal de Justiça, seja ouvido pela CPI, já que ele também afirma em sua delação que havia pagamento de mensalinho aos deputados estaduais.

Porém, o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (DEM), afirma que até o momento a CPI não conseguiu notificar Riva para depor. “Já tentamos umas 5 vezes e não conseguimos. Chegamos até marcar um horário, mas quando fomos, ele não estava. Mas vamos continuar tentando”, revelou.

A investigação foi instaurada em novembro de 2017, depois do vídeo divulgado em que Emanuel Pinheiro (deputado estadual há époa) e outros aparecem recebendo dinheiro do esquema abastecido pelo então governador Silval Barbosa (sem partido).

Em março de 2018 a “CPI do Paletó”, como ficou conhecida, foi paralisada por decisão judicial, mas uma nova decisão de setembro de 2019 determinou sua retomada.

 

Fonte: Voz MT

Foto Reprodução

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