Prefeito de Leverger não quer fiscalização do dinheiro gasto no combate à Covid-19

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Está cada dia mais difícil entender alguns posicionamentos tomados pelo prefeito de Santo Antônio de Leverger, Valdir Pereira de Castro Filho, o ‘Valdirzinho’ (PSD). Os indícios levam a crer que o gestor municipal, tenta de todas as formas, ‘esconder’ os dados sobre os valores aplicados no combate à pandemia do Covid-19 no município.

Prova disso, é que o gestor municipal decidiu vetar o projeto de lei de autoria do vereador Adelmar Galio (PROS), aprovado pela Câmara Municipal em que obriga a prefeitura repassar semanalmente ao Legislativo, os gastos relativos ao Coronavírus.  

Levando em conta que o município deve receber algo em torno de R$ 4,8 milhões, o vereador autor da proposta de fiscalização, explica que com o projeto, Valdirzinho estaria obrigado a fornecer informações todas as sextas-feiras, sobre as licitações e contratações feitas por dispensas de licitações com recursos municipais, estaduais e federais, além de empenhos, notas fiscais de pagamentos entre outros gastos relacionados ao município para combater a pandemia.

“O que estamos propondo é uma transparência para que a sociedade tenha conhecimento de onde está sendo aplicado os recursos que vieram para combater a pandemia no município. Essa proposta é uma forma de acompanharmos de maneira transparente, os gastos da Prefeitura. Como está sendo investido os recursos detalhando serviço por serviço. Isso vai mostrar para o povo se o dinheiro está sendo investido ou não na Covid-19, mas parece que o prefeito não quer isso”, afirmou Adelmar Galio.



VETO

No veto do projeto encaminhado à Câmara, Valdirzinho afirma que é desnecessário o envio semanalmente dos documentos com os gastos e que isso irá “onerar os cofres municipais”.

“Tal imposição à administração em enviar relatórios as sextas-feiras, até cessar o enfrentamento ao coronavírus (Covid-19) oneraria os cofres públicos de modo que fica defeso ao Poder Legislativo impor gastos ao Poder Executivo Municipal, e que pelos motivos expostos, tal obrigatoriedade acaba por ser desnecessária além de onerar os cofres municipais”, diz trecho extraído do veto.

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