PF flagra conselheiro do TCE que tentava esconder 450 mil em cheques

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Em um vídeo que circula nas redes sociais, Waldir Teis, conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), aparece correndo 16 andares de escada para tentar sumir com cheques que somavam R$ 450 mil, enquanto a Polícia Federal vasculhava seu escritório. 

Teis foi preso na última quarta (1º), acusado de tentar obstruir a Justiça durante a deflagração da 16ª fase da Operação Ararath, no dia 17 de junho.

Segundo o MPF, Waldir Teis teria aproveitado que os policiais estavam concentrados vasculhando uma sala em seu escritório e pegou os talões de cheques para se desfazer. Ele os descartou numa lixeira do prédio, mas, como foi flagrado, os policiais conseguiram recuperar os documentos. O vídeo mostra que Teis foi seguido a todo momento por um policial federal.

Os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa que, em tese, é composta por Waldir Teis, entre outros poderosos políticos de Mato Grosso. Os canhotos somam o valor de R$ 450 mil. Apesar de ter sido filmado e flagrado no ato, Teis não pode ser preso na hora, pois goza de foro privilegiado, já que a função de conselheiro é equiparada à de juiz.

O conselheiro foi preso preventivamente na manhã de 1º de julho por causa do ocorrido quando se apresentou à sede da Polícia Federal. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Raul Araújo, que impôs sigilo no caso. Mesmo assim, a informação chegou ao conhecimento do conselheiro nesta terça-feira, dia 30 de junho. Nesta manhã, então, antes da Polícia Federal chegar à sua casa, Teis se apresentou à sede.

O mandado de prisão preventiva atende ao requerimento do Ministério Público Federal (MPF), que denunciou o conselheiro afastado por tentativa de obstrução. Além de pedir pela prisão preventiva, o MPF também solicitou que Waldir continue afastado de suas funções até o trânsito em julgado da ação.

O conselheiro afastado deverá ser transferido para o Centro de Custódia da Capital (CCC) para cumprir a prisão preventiva. Até o momento, a defesa de Waldir Teis, patrocinada pelo advogado Diógenes Curado, não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: O Estadão de Mato Grosso

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