Cuiabá está entre 6 capitais do país com alta de casos de síndrome respiratória

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Cuiabá e outras 5 capitais do Brasil tiveram crescimento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que tem a Covid-19 como uma das principais causas. Alerta foi feito pelo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta (12). Em Mato Grosso, no mesmo sentido, há indícios de interrupção da tendência de queda dos casos.

Dados se referem à semana epidemiológica 19, que compreende o período de 9 a 15 de maio. Incidência de doenças respiratórias que necessitam de hospitalização ou até mesmo resultam em mortes, de acordo com o boletim, são em grande parte decorrentes das infecções pelo novo coronavírus.

Além da capital mato-grossense, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas e Porto Alegre mostraram sinal de crescimento. De acordo com o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, isso se deve à flexibilização de algumas medidas adotadas para a contenção do vírus.

“Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão de Covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”, disse.

Conforme pontuou o especialista, apesar da redução ou estabilidade dos casos, números ainda permanecem elevados em alguns estados, o que demonstra pressão sobre o sistema de saúde. Em Mato Grosso, conforme boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES), taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) chega aos 78,12%.

Pesquisador da Fiocruz alerta que retomada das atividades do comércio e volta às aulas, por exemplo, de maneira precoce, pode levar a uma interrupção da queda em valores muito distantes de um cenário de segurança.

““Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes, impactando todos os atendimentos, não apenas aqueles relacionados a síndromes respiratórias e Covid-19”, finalizou.

 

Fonte: RD News / Foto: Roque de Sá – Agência Senado

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