João Batista não descarta saída do Pros e revela convite de 15 partidos para disputar reeleição

Screenshot_20210613-201233_Chrome

Destituído da presidência do Pros, o deputado estadual João Batista, não descartou a possibilidade de deixar o partido, ao afirmar que já teria recebido pelo menos 15 convites de agremiações partidárias, caso queira disputar uma eventual reeleição por outra legenda nas eleições de 2022.

A declaração foi feita em entrevista ao site O Bom da Notícia, esta semana, quando o parlamentar não escondeu que estaria “analisando” os convites de todas as siglas.

Sob o argumento que permanecer em uma legenda onde “não tem autonomia”, diminuiria as chances de montar uma boa chapa para sua reeleição.

“Muitos me perguntam qual partido eu tenho maior simpatia, mas eu vou estar analisando. Existe possibilidade de permanecer no Pros? Existe. Mas não posso ficar em um partido onde eu não sei se vai ter espaço para concorrer. Assim, vou estar enterrando a minha reeleição. Por isso eu tenho que analisar o cenário”, afirmou.

O deputado foi afastado do comando regional do Pros em maio, pela direção nacional do partido. A agremiação não explicou os motivos para a destituição do então presidente. Quem passou a assumir a agremiação é uma comissão provisória liderada por Laodicéia Rocha, membro da Executiva Nacional que mora em Goiás.

Muitos me perguntam qual partido eu tenho maior simpatia, mas eu vou estar analisando. Existe possibilidade permanecer no Pros? Existe. Mas não posso ficar em um partido onde eu não sei se vai ter espaço para concorrer. Assim, vou estar enterrando a minha reeleição. Por isso eu tenho que analisar o cenário

João Batista classificou sua saída do comando da sigla como uma ‘intervenção’, já que foi destituído do cargo de presidente antes do período regimentar, que seria em novembro deste ano.

Para o parlamentar, a atuação para que um interventor assumisse a presidência, partiu da ex-superintendente do Procon-MT, Gisela Simona (Pros). Assim, provocando consequentemente uma discussão com a colega, além de uma briga interna com o seu próprio partido, com relação ao comando da sigla.

Gisela afirma que o mandato do deputado na presidência da sigla se encerrou no último 4 de maio, contudo, ele retruca e aponta documentos que o comando diretório seria até novembro deste ano.

“Particularmente, considero no meu ponto de vista uma página virada. É chato estar em uma família onde os membros não te querem. Eu fui eleito, não era uma comissão provisória. A nossa chapa foi eleita para ficar até novembro deste ano, pelo menos é o que temos no registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”, disse.

Briga interna

No ano passado, o parlamentar se recusou a expulsar o agora secretário municipal, Oscarlino Soares, que contrariou a orientação do Pros para apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), no segundo turno das eleições municipais.

Na ocasião, João Batista afirmou que Gisela havia articulado essa mudança na presidência.

O deputado ainda disse que passado as eleições, o presidente nacional da sigla, Eurípedes Júnior, esteve em Cuiabá e deu a ele duas missões. Uma delas, seria para que Batista pensasse na possibilidade de se candidatar a deputado federal, o que foi recusado pelo parlamentar, que alegou não ter interesse em concorrer a vaga no momento.

“Eu acho que o primeiro passo para se chegar a algum lugar é você querer e eu não quero, não é o meu objetivo neste momento. Acho que as minhas bandeiras defendidas até hoje, são bandeiras estaduais e deixei bem claro que esta opção passava pela minha cabeça”, pontuou.

Além disso, o presidente da sigla, em nível nacional, pediu união entre o João Batista e Gisela Simona. Contudo, o pedido também foi negado pelo deputado. “Realmente existia essa rusga entre algumas pessoas ligadas a mim e Gisela. Eu e ela, particularmente, nunca tivemos grandes embates”.

Após a visita do presidente, João Batista disse que foi até Brasília, onde a executiva nacional teria lhe garantido que após o seu mandato, no comando regional do Pros, não seria mais feito eleição. O que não ocorreu, como uma articulação feita sem ao menos ter avisado o parlamentar.

“Eu fiquei sabendo da destituição depois de alguns dias, quando recebi a notificação do TRE e procurei o presidente do partido. Até então, eu não sabia que ele tinha vindo para o Estado e se reunido com Gisela e alguns vereadores do interior. Eu deixo o questionamento: é leal fazer algo desta natureza? Eu vi uma foto em uma reunião. Mas, particularmente, estou bem tranquilo”, finalizou.

 

Fonte: O Bom da Notícia / Foto: Reprodução

Anúncio

Deixe um Comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *