Categoria: Brasil

Redacao7 de julho de 2020
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4min00

O presidente Jair Bolsonaro, 65, anunciou nesta terça-feira (7) que contraiu o novo coronavírus, após realizar um novo exame para detectar o vírus na segunda-feira (6).


Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social, “o presidente mantém bom estado de saúde”.


Segundo relataram interlocutores à reportagem, ele realizou o exame para a Covid-19 após sentir sintomas leves: febre baixa e tosse.


O presidente comentou a realização do teste na tarde de segunda, ao chegar no Palácio da Alvorada e conversar com simpatizantes.


“Eu vim do hospital, fiz uma chapa do pulmão, tá limpo o pulmão. Vou fazer exame do Covid agora há pouco, mas está tudo bem”, disse Bolsonaro. As suas declarações foram transmitidas por um canal bolsonarista no YouTube.


Ao descer do carro na ocasião, ele pediu que as pessoas no local não se aproximassem. “Não é para chegar muito perto não, recomendação aí para todo mundo.”


Bolsonaro disse à CNN Brasil na tarde de segunda que estava com 38ºC de febre e 96% de taxa de oxigenação no sangue. Ele afirmou ainda que estava tomando hidroxicloroquina.


Bolsonaro cancelou sua participação presencial em eventos nesta semana, entre eles a reunião do conselho de governo que tradicionalmente ocorre às terças-feiras.


Ele também relatou a aliados que deve realizar videoconferências nesta semana para evitar o risco de contágio caso tenha sido contaminado.

TRATAMENTO

Em entrevista à TV Brasil, nesta terça (07), o presidente Jair Bolsonaro, que testou positivo para Covid-19, disse que se sente bem e que tomou hidroxicloroquina e azitromicina, conforme receita médica.

Ele sentiu sintomas no domingo (05), como indisposição, cansaço leve febre.

Equipe médica decidiu dar hidroxicloroquina e azitromicina. “Como acordo muito durante a noite, depois da meia-noite senti uma melhora, às 5 da manhã tomei a segunda dose e estou me sentindo bem, disse Bolsonaro”.  Os resultados dos exames saíram nesta terça-feira.

No início da crise do coronavírus, o presidente minimizou o problema e disse que, devido ao seu histórico de atleta, caso pegasse a covid-19, não teria mais que uma gripezinha. Façam suas apostas!

Fonte Mídia News / Repórter MT

Foto Reprodução


Redacao6 de julho de 2020
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2min00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na noite desta segunda (6) que foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) para realizar exames de pulmão.

“Tô evitando [contato] que eu vim do hospital agora fiz uma chapa [raio-x] agora no pulmão, pulmão tá limpo, fui fazer o exame do Covid agora há pouco, mas tá tudo bem”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.

Segundo a emissora CNN Brasil, o presidente está tomando hidroxicloroquina e tem febre de 38ºC. Ainda de acordo com a emissora, os compromissos presidenciais previstos para esta semana estão cancelados.

Bolsonaro já fez outros três testes para detecção do coronavírus. Em maio, devido a uma ação movida pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o governo entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos dos três exames, todos com resultado negativo.

Fonte RD News


Redacao5 de julho de 2020
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3min00

O deputado Nelson Barbudo (PSL) confirmou uma nova visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Mato Grosso, marcada para o dia  1° de agosto. O evento com a presença do presidente será na cidade de Sinop (500 km ao Norte). Bolsonaro irá entregar títulos de regularização fundiária e iniciar a colheita de algodão e também participar da inauguração de uma usina de etanol de milho. 

Segundo Barbudo, a visita foi confirmada pelo secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia. Entretando, os eventos estão ameaçados já que o estado vive uma crescente dos casos de covid-19 e a cidade de Sinop está em área de bandeira vermelha devido à falta de leitos de UTI e o aumento no número de casos. Também estão proibidos eventos com aglomeração de pessoas. 

No anúncio feito da passagem do presidente ao estado, Barbudo informou que o Incra de Mato Grosso se destacou como o melhor do Brasil em desempenho. Afirma que devem ser entregues 1.050 títulos definitivos aos assentados do estado. 

O evento ainda não consta na agenda do presidente Jair Bolsonaro. Viagens são adicionadas com poucos dias de antecedência. Bolsonaro fez em 2019 o lançamento de uma campanha de proteção do Rio Araguaia na divisa com Goiás, em fevereiro participou da inauguração da BR-163, no Pará, mas ele e sua equipe pousaram em Sinop. 

Veja publicação do deputado Nelson Barbudo:

Fonte Gazeta Digital


Redacao4 de julho de 2020
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3min00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marcou presença no almoço em comemoração ao 244º aniversario de independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. O evento ocorreu na casa do próprio embaixador Todd Champan, no Lago Sul.

A agenda já estava prevista nos compromissos oficiais da Presidência da República, logo após a chegada de Bolsonaro de Florianópolis, o presidente foi a Santa Catarina para ver os estragos causados pelo ciclones. O primeiro convidado a comparecer ao local foi o chefe da Casa Civil, Braga Netto.

Estiveram presentes no evento, além de Bolsonaro, Lorenzo Harris, Adido de Defesa dos EUA; Gen Ramos, Ministro da Secretaria de Governo; Fernando Azevedo e Silva, Ministro da Defesa; Todd Chapman, Embaixador dos EUA no Brasil; Ernesto Araújo, Ministro das Relações Exteriores; General Braga Netto, Ministro Chefe da Casa Civil; e Flávio Rocha, Secretário Especial de Assuntos Estratégicos.

Uma das primeiras políticas externas de Bolsonaro foi a aproximação com os americanos, tornando-se o presidente recordista de viagens ao país. Porém, os laços entre os mandatários afrouxaram com as medidas de controle a pandemia do coronavírus.

Na ocasião, o chefe dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a proibir a entrada de brasileiros no país, além de citar o Brasil como um “mau exemplo” no combate à doença.

Fonte e Foto Metrópoles


Redacao3 de julho de 2020
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4min00

O ex-assessor Fabrício Queiroz afirmou ao Ministério Público Federal (MPF), durante depoimento prestado nessa quinta-ferira (2/7), que “esperava” ser nomeado para trabalhar no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Senado no fim de 2018. As informações são de O Globo.

A expectativa de Queiroz aconteceu antes de vir a público o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações atípicas no valor de R$ 1,2 milhão nas suas contas.

Queiroz afirmou que não chegou a conversar com Flávio sobre uma possível nomeação ao Senado. “Apenas esperava que isso viesse a ocorrer devido aos bons serviços que prestei durante a candidatura”, disse.

O ex-assessor também voltou a dizer que não teve conhecimento de um suposto vazamento do relatório da Operação Furna da Onça que mencionava seu nome. Sua saída do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa no Rio, assegura, se deu a pedido dele próprio, como havia dito em outro depoimento à Polícia Federal.

Na ocasião, Queiroz também afirmou que tomou conhecimento apenas pela imprensa, no início de dezembro, do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou que movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017 em suas contas.

Após ter vindo a público o relatório do Coaf, Queiroz afirmou que encontrou com Flávio no fim de 2018 e que depois disso não manteve mais contato com o senador. Afirmou ainda que também cortou contato com o presidente Jair Bolsonaro desde então.

Flávio vai depor

O MPF intimidou para prestar depoimento, o senador Flávio Bolsonaro. A data ainda será agendada. Caso haja necessidade ao curso da investigação, Queiroz pode ter que ser ouvido novamente pelos investigadores.

Relembre

Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso no dia 18 de junho sob suspeita do envolvimento em um esquema de rachadinha. Ele estava em uma chácara, em Atibaia, que pertence ao advogado Frederick Wassef, que trabalhava para Flávio e para o presidente Bolsonaro.

Fonte Metrópoles/ Foto Reprodução


Redacao16 de junho de 2020
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3min00

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ingressou com um pedido de prisão no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub. O parlamentar também solicitou que Weintraub seja afastado do cargo e alvo de busca e apreensão de celulares e computadores e de quebra de sigilo.

Weintraub voltou a causar polêmica no último domingo (14/06) ao se reunir com manifestantes que estavam em um acampamento desmontado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e disse que já havia se manifestado sobre o que faria “com esses vagabundos”, em resposta a reclamações acerca de “corruptos”.

A fala lembra as polêmicas declarações dele em reunião ministerial de 22 de abril com o presidente Jair Bolsonaro, quando chamou ministros do STF de “vagabundos” e pediu “cadeia” para os magistrados.

Além do episódio mais recente, Randolfe lembra postagem irônica envolvendo a China – Weintraub responde a um inquérito sobre racismo no STF por isso. “Esperamos que a mesma coragem que ele tem cercado por apoiadores, também tenha diante da Justiça”, ironizou.

“Tais demonstrações graves de descaso pela democracia, pela diversidade, pelos Poderes Constitucionais não merecem prosperar, sendo necessária a atuação dos órgãos de controle”, sustenta Randolfe. Para ele, Weintraub cometeu crime de responsabilidade e atentou contra a Lei de Segurança Nacional.

Fonte: Metrópoles

Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA SENADO


Redacao15 de junho de 2020
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7min00

O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (15) que o Brasil será o primeiro país a receber uma atualização do aplicativo que vai permitir que usuários enviem e recebam dinheiro, usando cartões cadastrados. A novidade também vai permitir que contas do WhatsApp Business recebam pagamentos por produtos e serviços.

A função chega ao Brasil já nas próximas semanas, de acordo com o WhatsApp. Será preciso cadastrar um cartão com a função débito para fazer as transferências.

Os pagamentos acontecem dentro de uma função chamada Facebook Pay. A rede social também é dona do Instagram, além do Whatsapp.

Em nota, o WhatsApp afirma que o recurso tem esse nome para que, no futuro, os mesmos dados de cartão possam ser utilizados em toda a família de aplicativos da empresa — sinalizando que o Facebook planeja expandir funções de pagamento para outros apps.

O WhatsApp não é o primeiro a expandir um aplicativo de mensagens em sistema de transferências eletrônicas. Na China, o WeChat foi responsável por uma revolução na maneira de pagar no país e atualmente é também rede social e uma plataforma de vendas.

Segundo o WhatsApp, o Brasil foi escolhido porque o aplicativo é muito usado no país, tanto por pessoas quanto por pequenas empresas. O app afirmou ainda que os pagamentos digitais podem apoiar o desenvolvimento econômico no Brasil, que é um país onde o WhatsApp é utilizado por diversos pequenos negócios.

“Sabemos que os usuários locais amam o WhatsApp e entendemos que o fornecimento desse recurso pode ajudar a acelerar a conscientização e a adoção de pagamentos digitais”, disse um porta-voz. O Brasil tem mais de 120 milhões de usuários do WhatsApp, segundo último dado disponibilizado pela empresa, em 2017.

Como vai funcionar?

Para que usuários possam enviar e receber dinheiro pelo WhatsApp será preciso cadastrar um cartão na função Facebook Pay. Veja como vai funcionar:

Haverá uma função, no mesmo menu do envio de imagens, chamada “Pagamento”;

Quando o usuário clicar nela, o aplicativo vai pedir um valor e redirecionar para a criação de uma conta;

Será preciso aceitar os termos de uso da plataforma e criar uma senha numérica de 6 dígitos;

Depois, o usuário vai precisar incluir nome, CPF e um cartão emitido por um dos bancos parceiros;

Será preciso verificar o cartão junto ao banco, que vai enviar um código ao usuário por SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco. Esse código serve para impedir o cadastro de cartões roubados, por exemplo.

De acordo com o WhatsApp, o uso da senha (ou reconhecimento biométrico do celular) vai ser necessário toda vez que o usuário for enviar dinheiro. As informações de cartão são encriptadas.

Quem vai poder usar?

Inicialmente será possível usar cartões de débito, ou que têm função de débito e de crédito, Visa e Mastercard dos bancos Nubank, Sicredi e Banco do Brasil. A transferência vai ser intermediada pela Cielo e será sem taxas para os usuários. Segundo o WhatsApp, o modelo é aberto e está disponível para receber outros parceiros no futuro.

As transações só podem ser feitas em real e dentro do Brasil. Há um limite de R$ 1 mil por transação e R$ 5 mil por mês. Será possível fazer até 20 transações por dia.

Para as contas comerciais, usando o WhatsApp Business, será preciso ter uma conta Cielo para solicitar e receber pagamentos ilimitados, tanto de crédito quanto de débito, oferecer reembolsos e ter suporte técnico. Os comerciantes, diferentemente dos usuários, pagam uma taxa fixa de 3,99% por transação.

“Pequenas empresas são fundamentais para o país. A capacidade de realizar vendas com facilidade no WhatsApp ajudará os empresários a se adaptarem à economia digital, além de apoiar o crescimento e a recuperação financeira”, disse Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp em nota.

Fonte: G1


Redacao14 de junho de 2020
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5min00

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) causar mais uma polêmica ao incentivar a população a “arranjar uma maneira de entrar” em hospitais e filmar leitos ocupados por pacientes com Covid-19, o vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi ao Twitter defender o pai. Para ele, apenas “bandidos e doentes mentais” avaliam que o chefe do Executivo incentivou invasões.

Só um bandido ou um doente mental para minimamente crer que o presidente incentivou invasão a hospitais ao invés de entender que o citado foi para que cidadãos cumpram seu direito de fiscalizar os gastos públicos!”, argumentou Carlos.

A declaração do presidente, contudo, está gravada: foi feita durante transmissão ao vivo no Facebook na última quinta-feira (14/06).

“Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente temd que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não”, pregou o presidente.

O post de Carlos vem na esteira de críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que classificou declarações como “vergonhosas”. “Invadir hospitais é crime – estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente”. É vergonhoso – para não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, escreveu ele.
Episódios de invasões
Depois da fala do presidente, foram registrados episódios de invasão de hospitais pelo país, inclusive algumas protagonizadas por parlamentares, como no caso de um grupo de vereadores de Fortaleza, que invadiram hospital de campanha do estádio Presidente Vargas (PV), na última sexta-feira (12/06).
Nesse sábado (13/06), deputados estaduais do Espírito Santo fizeram “visita surpresa” ao Hospital Dório Silva, no município de Serra, região metropolitana de Vitória. Segundo um deles, Torino Marques (PSL), que divulgou a ação em suas redes sociais, o objetivo era mostrar a “realidade da situação por dentro”

No Rio de Janeiro, na quinta-feira (11/06), o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla teve computadores, placas de sinalização e portas estragadas e houve tentativa de invasão de leitos. Em nota, a administração afirmou que eles eram familiares de uma vítima da Covid-19 — fontes ouvidas pelo Globo contaram que eles queriam confirmar se os leitos estavam de fato ocupados.

Fonte Metrópoles Foto DIVULGAÇÃO/CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO


Redacao11 de junho de 2020
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4min00

O presidente Jair Bolsonaro defendeu, em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira (11/06), que pessoas pelo país “arranjem um jeito” para entrar em hospitais de campanha ou públicos que estejam atendendo pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, e filmar a situação.

“Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente tem que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não”, incentivou o presidente.

Bolsonaro não falou sobre eventuais riscos sanitários a que as pessoas estarão expostas caso aceitem a sugestão ou sobre possíveis problemas de segurança ou consequências para quem trabalha nas unidades. O presidente alegou que queria que mandassem para ele, “pelas redes sociais”, e isso seria então de alguma forma encaminhado para apuração.

A declaração foi dada na live semanal que faz às quintas-feiras. Nesta quinta, ele também criticou seu primeiro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de quem disse gostar “pessoalmente”, pelo que chamou de “exagero nos números” da pandemia de coronavírus. Em várias oportunidades, Bolsonaro defendeu o fim do isolamento horizontal (mais amplo, não restrito a grupos de maior risco) e participou de atividades com aglomeração (com e sem máscara).

Não é a primeira vez que Bolsonaro duvida dos números reais de atingidos pelo vírus. Já atacou governadores por supostamente inflarem os números, já deu a entender que a letalidade é muito baixa e deve ser aceita com naturalidade e insinuou interesses políticos para atingi-lo numa tentativa de transformar em algo mais grave do que é a crise do coronavírus.

Nesta quinta, o boletim do Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (Conass) sobre o estado da pandemia de coronavírus divulgado no início da noite registrou 1.240 mortes e 30.412 casos de Covid-19 nas últimas 24h. Com esses números, o país chega a 40.920 falecimentos e 802.828 pessoas infectadas desde que o novo vírus chegou ao país em fevereiro deste ano.

Fonte Metrópoles/Foto Hugo Barreto


Redacao9 de junho de 2020
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8min00

A pressão judicial contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve mais um capítulo sem término nesta terça-feira (09/06). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa vencedora nas eleições presidenciais de 2018, de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. O julgamento foi iniciado em novembro de 2019, mas houve um pedido de vista do ministro Edson Fachin. Com novo pedido de vista, agora de Alexandre de Moraes, o julgamento foi, novamente, adiado e não tem data para ser retomado.

O corregedor-geral eleitoral e relator dos processos, ministro Og Fernandes, já votou pelo arquivamento das duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que pedem a cassação dos registros de candidatura, diplomas ou mandatos dos representados, além da declaração de inelegibilidade dos políticos.

No começo de seu voto, Fachin não foi direto ao mérito, mas tratou de pedidos preliminares das partes, obrigando Fernandes a voltar a falar sobre a produção de provas periciais. O ministro Fachin quer a realização de uma nova perícia criminal, o que pode fazer o julgamento levar mais alguns meses, contrariando as expectativas da defesa presidencial.

Os ministros Tarcísio Vieira e Carlos Velozo acompanharam o voto de Fachin nesse sentido.

Já o ministro Luiz Salomão resolveu votar logo o mérito, acompanhando Fernandes no pedido de arquivamento no mérito, deixando o placar em 2 a 0 nesse sentido. Alexandre de Moraes, em seguida, interrompeu o julgamento, prometendo entregar seu voto “o mais breve possível”.

A acusação

O presidente e o vice são acusados pelos então adversários Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSol) de interferir na eleição por meio de fraude virtual. Um dos casos usados como prova é o roubo de um grupo no Facebook com mais de dois milhões de membros que se chamava “Mulheres contra Bolsonaro” e passou a apoiar sua candidatura, tendo sido divulgado por Bolsonaro.

É nesse caso que Fachin pede a produção de mais provas. Os demais ministros estão votando.

Atos
No fim da tarde, grupos pró e contra Bolsonaro já estavam em frente ao prédio do TSE, rivalizando com bandeiras, faixas e cartazes.

Outras ações
A expectativa é de que as duas ações sejam arquivadas – mas isso não resolve os problemas de Bolsonaro e Mourão na Corte eleitoral.

Outras seis Aijes envolvendo a chapa presidencial eleita em 2018 estão em andamento. Quatro apuram irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp durante a campanha eleitoral.

A quinta ação trata da colocação de outdoors em pelo menos 33 municípios de 13 estados e aguarda ser pautada para julgamento. E o último processo, já julgado improcedente e em fase de recurso, apura uso indevido dos meios de comunicação.

No último dia 29 de maio, o ministro Og Fernandes, que é o relator de todos esses processos, deu o prazo de três dias para que os envolvidos se manifestassem sobre o pedido da coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/Pros) para que sejam juntados, em duas das ações (Aije 0601771-28 e Aije

0601968-80), os dados do inquérito que apura ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a existência de uma rede de produção e divulgação de fake news e ataques, com a participação de empresários, parlamentares e servidores comissionados do Executivo federal.

Protestos por Bolsonaro
Apesar de o julgamento ser virtual, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se manifesta na frente do TSE, em Brasília.

Para a ativista Sara Winter, líder do grupo 300 do Brasil, a possível retirada da chapa seria um golpe. “O povo escolheu o presidente Bolsonaro. E se o povo escolheu, o povo vai mantê-lo lá”, disse ela ao Metrópoles.

Sara também criticou manifestantes contra Bolsonaro que foram às ruas no último domingo, acusando-os de vandalismo. “Eu não acredito no uso da violência para uma manifestação”, garantiu.

Veja a entrevista completa: