Categoria: Brasil

Redacao18 de abril de 2021
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8min00

A aceleração de casos de covid-19 no Brasil é como um “foguete subindo a 10 mil quilômetros por hora até a estratosfera”, compara o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt.

Depois do cenário catastrófico do início do ano, com explosão das transmissões pelo vírus e lotação de UTIs no país, alguns Estados já passaram a flexibilizar as restrições que tentam diminuir a circulação do coronavírus. As medidas, contudo, estão sendo abandonadas de forma “bastante precipitada”, avalia o cientista. A situação ainda é crítica, com alta ocupação hospitalar e alta de mortes diárias.

“O Brasil não está nem perto de ter queda de casos de covid-19”, diz Schrarstzhaupt, um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19. Com o afrouxamento, o cientista observa que alguns Estados já perigam voltar a acelerar o número de casos. “Estamos flexibilizando cedo demais e revertendo a desaceleração.”

Com média de novos casos nos últimos sete dias em 65 mil diários e a de óbitos quase chegando a 3 mil mortes nos últimos dias, “flexibilizar agora vai criar uma explosão muito maior de casos”, opina ele. “O Brasil só deu uma respirada, encheu pulmão de ar e já vai voltar a mergulhar de novo. Não deixou cair o número de casos para valer.”

Mais de 371 mil pessoas já perderam a vida pela covid-19 no Brasil. Especialistas em todo o Brasil têm pedido um “lockdown nacional”, com medidas mais restritivas que as adotadas até agora e durante três semanas para sair da crise sanitária.

Em um lockdown, ou confinamento, as pessoas ficam dentro de casa para diminuir a circulação em ambientes com outras pessoas e, assim, quebrar cadeias de transmissão. A medida foi adotada em diversos países e se mostrou eficaz para conter o vírus e, como consequência, hospitalizações e mortes. Normalmente, essas medidas vêm associadas de auxílio financeiro do governo para quem não pode trabalhar de casa.

Mas mesmo as restrições mais brandas adotadas por Estados brasileiros estão sendo abandonadas agora, enquanto o país segue com um patamar bastante alto de casos. Essa situação pode resultar em dois cenários, prevê Schrarstzhaupt: – O número de casos vai estabilizar, mas em um nível muito alto, transformando a “recém conquistada desaceleração em um platô de muitos óbitos”.

– O número alto de pessoas doentes circulando será um “combustível” para novas infecções, gerando um novo aumento do número de casos, hospitalizações e mortes no Brasil A vacinação, por enquanto, está muito incipiente para ser vista como um “escudo”, diz ele. “Se eu fosse apostar, hoje estou enxergando um platô altíssimo. Os casos não vão cair, teremos uma ocupação enorme nos hospitais, aquela coisa ultraestressante para o sistema.”

Foguete

Em seu dia a dia, Schrarstzhaupt faz análise de riscos para empresas. Na pandemia, passou a analisar dados de mobilidade da população e do número de casos de covid-19, fazendo previsões acertadas. Tornou-se um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19, formada por pesquisadores voluntários dedicados a divulgar informações científicas sobre a pandemia no Brasil.

O cientista analisa dados de mobilidade fornecidos pelo Google. São dados anônimos de quem usa serviços de localização do celular, e mostram o deslocamento das pessoas em cidades e Estados para locais de trabalho, mercado, farmácias, residências, transporte público. Em suma, revelam a dinâmica da sociedade: se a população está ficando mais em casa ou se está saindo para realizar atividades em outros lugares.

Outra métrica que ele usa é a da média móvel de casos positivos por dia. Comparando quantos casos foram notificados a cada dia, Schrarstzhaupt consegue enxergar a aceleração. Ele explica: “A aceleração é a velocidade do crescimento. Está crescendo a quanto? É isso que eu procuro saber”.

Ele então compara a mobilidade das pessoas com a aceleração – em tese, quanto maior o deslocamento das pessoas, maior é a possibilidade de contágio. Os dados não demonstram causa e efeito, mas correlação, embora desde o início da pandemia a correlação entre estes dados tenha sido bastante sólida, diz ele. O cruzamento desses dados o ajuda a prever a direção da pandemia no Brasil.

Para continuarmos na metáfora do início da reportagem, é como se a curva de casos de covid-19 no Brasil fosse um foguete, propõe o pesquisador. Quando o deslocamento das pessoas foi restringido nos últimos meses, o foguete desacelerou. Em outras palavras, continuou subindo, mas cada vez mais devagar.

“Estávamos explodindo sem freio. Fizemos restrições em vários Estados e conseguimos desacelerar. Não é queda, é a velocidade de subida que reduziu.” Foi um leve pé no freio, porque ainda estamos acelerando. O foguete “continua lá em cima na estratosfera”, diz Schrarstzhaupt, “com muitos casos, internações e óbitos”.

Para que mude de direção e comece a cair, é preciso fazer a mesma força para empurrá-lo para baixo. Essa força são as medidas de contenção do vírus, de restrição de mobilidade.

Fonte: Uol/ Foto: REUTERS/AMANDA PEROBELLI


Redacao18 de abril de 2021
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5min00

Indicados para compor a CPI da Pandemia discutem incluir no plano de trabalho da comissão frentes de investigação que incluem as omissões do governo federal na recomendação do distanciamento social, a produção e distribuição de hidroxicloroquina e cloroquina durante a pandemia, e a demora na compra de vacinas. 

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que deve assumir a vice-presidência da CPI, é provável que se definam sub-relatorias diante do grande volume de trabalho.

Todos os ministros que comandaram a Saúde no governo Jair Bolsonaro e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga, serão chamados a falar, segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA). Também devem ser ouvidos os principais fabricantes de vacina, em especial a Pfizer, cuja negociação com o governo federal ficou travada por meses, diz Randolfe.

Os integrantes da CPI, cuja instalação deve ocorrer na próxima semana, ainda são cautelosos sobre quais serão os investigados da comissão. Mas há expectativa que Eduardo Pazuello figure entre os alvos. 

Ele está na mira do Tribunal de Contas da União, onde ministros apoiam a apuração de responsabilidades do general e defendem que ele receba multa por erros cometidos na gestão da pandemia. Um dos primeiros atos da CPI será justamente requerer documentos ao TCU e ao Ministério Público Federal.

Os senadores têm reforçado sua posição de isenção e que não chegam na CPI com conclusões tomadas. Mas a pressão sobre o governo federal será intensa.

Randolfe Rodrigues diz que é “explícita” a influência do presidente Jair Bolsonaro em decisões erradas tomadas pelo Ministério da Saúde no enfrentamento da pandemia.

Ele defende fazer uma cronologia dos posicionamentos do presidente e relacionar com o avanço da crise. “Qual a consequência do presidente dizer à população que é só uma gripezinha, que não vai comprar a ‘vachina do Doria’, que quem tomar vacina vai virar jacaré, a demora em fechar a compra da Pfizer?”, diz o senador.

Otto Alencar diz que a ideia é fazer uma CPI também propositiva, que pressione o governo a corrigir rumos. Ele faz um diagnóstico ácido da gestão do Ministério da Saúde até agora.

“O governo passou um ano com um ministro à frente da Saúde com procedimentos totalmente equivocados, que realmente não deram certo, tanto que houve expansão da doença, veio a segunda onda, com falta de oxigênio, falta de insumos do kit intubação, o drama no Amazonas”, diz o senador. 

Alencar, que é médico e foi secretário de saúde na Bahia, diz que o país ouviu “muito besteirol” de integrantes do governo federal durante a pandemia.

“Besteiras faladas por pessoas que não tem formação médica, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro. Tudo o que ele falou foi errado: gripezinha, cloroquina, anita. Se nem a ciência entende direito ainda a doença, será ele a entender?”. 

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tem feito críticas públicas à gestão do governo Jair Bolsonaro. Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, disse que “não há dúvida nenhuma que um dos principais culpados pela situação a que nós chegamos é o governo federal”.

Fonte: RD NEWS /Foto: Reprodução


Redacao18 de abril de 2021
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8min00

Se na primeira onda de Covid-19 os idosos eram considerados o grupo de risco, após um ano de pandemia, o perfil mudou. Um levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostrou que, em março, 52% das internações nas unidades de terapia intensiva foram de pessoas com até 40 anos.

Segundo três especialistas ouvidas pelo G1, no atual cenário da pandemia no Brasil, é correto falar que não temos mais grupos de risco para a doença, mas sim comportamento de risco.

“Em termos de adoecimento não existe mais grupo de risco. Hoje vemos um maior número de pessoas abaixo de 60, de 50 anos, sendo internadas. Isso ocorre muito por causa da exposição maior, quer seja para trabalho, quer seja nas reuniões e encontros”, explica Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), reforça que todos estão em risco.

“Precisamos comunicar essa mudança no perfil dos pacientes com Covid-19. Com as novas variantes, os jovens estão adoecendo mais, estão internando mais, com a forma mais grave da doença, mesmo sem comorbidades” – Ethel Maciel, epidemiologista

A infectologista do Hospital Emílio Ribas, Rosana Ritchmann, conta que, atualmente, atender pacientes com mais de 75 anos (grupo que já foi vacinado contra a Covid-19 no Brasil) é mais raro.

“Houve uma mudança muito grande na faixa etária. Hoje é exceção à regra eu atender pacientes acima de 75 anos. Os casos ainda existem, mas a imensa maioria dos pacientes dessa faixa acaba pegando a doença entre as doses de vacina”.

As especialistas explicam que as novas variantes promoveram uma mudança no perfil dos acometidos pela Covid-19. “Quando começaram a falar da variante na Inglaterra, eles notaram uma diferença no perfil. Pessoas mais jovens, inclusive crianças, adoecendo. Não tínhamos visto isso num primeiro momento”, diz Maciel.

Mas outros fatores podem ter colaborado para essa mudança, como o comportamento dos jovens na pandemia. “A variante pode ter sido um fator, mas quem está em contato com outras pessoas? Quem está no transporte público? Quem está trabalhando? Quem está indo para festas clandestinas? O jovem!”, alerta Richtmann.

A vacinação também pode ter ajudado para a alteração na faixa etária. Dados da Amib mostram que apenas 7% dos pacientes com Covid nas UTIs brasileiras em março tinham mais de 80 anos – uma queda de 42% na comparação com o acumulado dos três meses anteriores.

“Houve uma redução significativa na mortalidade nos idosos, principalmente nos que já completaram o esquema de vacinação. Ainda não zerou, porque alguns se contaminaram antes da proteção total, outros não tomaram a segunda dose ou não se vacinaram, mas mesmo assim houve uma diminuição muito expressiva da mortalidade neste grupo”, explica Stucchi.

Essa redução na mortalidade dos mais velhos reflete nos mais jovens. “Já estamos vendo uma diminuição de internação e óbitos no grupo que está sendo vacinado, o que aumenta a proporção de pessoas mais jovens internadas”, completa Maciel.

Vacinação e perfil dos prioritários

Mas se agora os jovens são os mais afetados, por que não iniciar a vacinação desse grupo? Maciel explica que o Brasil precisa finalizar a vacinação dos mais velhos, que foram os que mais morreram em todo o mundo desde o começo da pandemia.

“Precisamos finalizar a vacinação dos idosos e aí começaremos a vacinar o grupo mais jovem. Já vacinamos profissionais da saúde, de todas as idades. Também vamos começar a vacinar pessoas com comorbidades, a partir dos 18 anos, profissionais da educação, força de segurança, trabalhadores essenciais. A população mais jovem entrará nesses novos grupos”.

Stucchi lembra que os dados de mortalidade ainda têm um predomínio de pessoas acima de 60 anos (que ainda não foram vacinados no Brasil), mesmo com a redução.

“O objetivo da vacinação é diminuir a mortalidade, então você precisa vacinar primeiro quem morre mais. Quando pegamos os dados de mortalidade, pessoas com mais de 60 anos ainda estão no topo, assim como pessoas com comorbidades”.

“A letalidade dos idosos, se eles não tivessem vacinando, seria muito maior”, completa Richtmann. A infectologista explica que o mundo inteiro trabalhou com esses grupos prioritários.

“Nós temos que vacinar os idosos, pessoas com comorbidades, profissionais da educação, segurança, os motoristas de transporte público. Mesmo a gente vendo um número maior de jovens com a Covid-19 grave, isso não significa que eles têm um risco maior de morrer do que um doente renal crônico, por exemplo”.

Fonte: G 1 /Foto: JOHNNY MORAIS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


Redacao17 de abril de 2021
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6min00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (15/4) que se “o povo” tiver consciência do que está acontecendo no Brasil, uma “guerra” será vencida. Bolsonaro não entrou em detalhes sobre o quê ou contra quem seria essa guerra.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente disse que “sabe o que tem de fazer” e que “sabe onde está o câncer do Brasil”. Bolsonaro criticava medidas restritivas decretadas por governadores e prefeitos do país como forma de frear o avanço da Covid-19A doença já matou mais de 365 mil brasileiros.

“Eu sei o que tem que fazer. Dentro das quatro linhas da Constituição. Se o povo cada vez mais se inteirar, se informar, cutucar seu vizinho e começar a mostrar para ele qual o futuro do nosso Brasil, a gente ganha essa guerra. Eu sei onde está o câncer do Brasil. Nós temos como ganhar essa guerra. Se esse câncer aí for curado, o corpo volta a sua normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que eu tenho que ser mais explícito, lamento”, disse Bolsonaro.

O presidente voltou a falar que a “briga” de alguns governadores não é contra o vírus, mas contra ele.

“E eu quero saber o que que vai esperar, o que esse futuro governante pode esperar do Brasil, caso ele ganhe as eleições no futuro com esse tipo de política de terra arrasada que estão fazendo no Brasil. Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil”, declarou.

“Mesquinhez de governadores”

Mais cedo, nesta quinta, após participar da cerimônia de troca do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, Bolsonaro afirmou que mais grave que a pandemia do coronavírus“foi a mesquinhez de alguns governadores”, referindo-se às medidas restritivas adotadas em vários estados e municípios brasileiros.

“A gente pede a Deus que isso volte à normalidade o mais breve possível, porque só assim o Brasil pode realmente caminhar com suas pernas e voltar àquele Brasil tão sonhado por nós há pouco tempo – que teve esse problema da pandemia, mas, mais grave que a pandemia, foi a mesquinhez de alguns governadores pelo Brasil”, pontuou o presidente.

Bolsonaro também voltou a criticar o que chama de “política do fecha tudo”. Ele afirmou que a cidade de Aparecida “sofreu um grande golpe”, e defendeu que a população não pode ficar “sem emprego e sem economia”.

O presidente também voltou a criticar o que chama de “política do fecha tudo”. Ele afirmou que a cidade de Aparecida “sofreu um grande golpe”, e defendeu que a população não pode ficar “sem emprego e sem economia”.

O mandatário ainda disse que, no que depender do governo federal, o Brasil voltará à normalidade “o mais brevemente”.

“Aos medíocres falta essa visão. São Paulo está sofrendo muito com isso. Falta coragem e determinação. Faltam alguns políticos aqui pensarem no todo, e não no particular”, enfatizou.

Fonte: Metrópoles / Foto: Reprodução


Redacao17 de abril de 2021
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2min00

Três crianças de uma mesma família foram resgatadas, na sexta-feira (17/4), durante um suposto ritual religioso na comunidade de Vila do Treme, em Bragança (PA), a 210km de Belém no Pará.

De acordo com o Conselho Tutelar da cidade, os parentes alegaram que a cerimônia teria o objetivo acabar com a pandemia da Covid-19. A Polícia Civil apura o caso como maus-tratos.

As crianças foram retiradas da guarda da família.

Vídeos que circulam em redes sociais mostram cenas do ritual. As pessoas aparecem rezando em volta de crianças, que choram e gritam.

Outras pessoas tentam impedir a ação e são afastadas pelo grupo que realizava o ritual.

As crianças foram encaminhadas para cuidados em um abrigo. De acordo com a denúncia, o ritual consistia em rezar em volta das crianças, posicionadas de pé, em frente às cruzes, no quintal da casa.

As vítimas ficavam dentro de um desenho que representava uma arca. A cerimônia ocorria em jejum, com duração de horas e ao longo de três dias.

Fonte: Folhamax/Metrópoles Foto: Reprodução


Redacao17 de abril de 2021
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4min00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta sexta-feira (16/4), que parece que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, “matou o mosquito da dengue”.

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo voltou a colocar em dúvida os números de óbitos em decorrência da pandemia.

Bolsonaro comentava que, durante reunião do comitê para definir medidas de combate à pandemia, na última quarta-feira 914/4), pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que apresente o número de pessoas que morreram por doenças não relacionadas à Covid-19 nos últimos cinco anos.

De acordo com o presidente, os dados serão apresentados na próxima reunião do comitê, ainda sem data marcada.

“Tivemos uma reunião daquele comitê que trata do Covid, né – com presidente da Câmara, Senado, MP, etc. No momento, particularmente, eu resolvo o assunto, mas eu pedi em público ali, para que o ministro da Saúde, na próxima reunião nossa do conselho, apresentar, nos últimos cinco anos, quantas pessoas morreram de cada doença”, declarou Bolsonaro.

E acrescentou: “Tem certas doenças que não morrem mais ninguém. O vírus matou o mosquito da dengue. Então, nós sabemos que tá matando esse vírus, sabemos. Em especial quem é mais idoso, etc, mas temos que ter um número concreto”.

Não é a primeira vez que Bolsonaro coloca em dúvidas os óbitos em razão do novo coronavírus. Em março, Bolsonaro fez declaração semelhante ao comentar a alta de internações de pacientes infectados.

“Parece que só se morre de Covid. Você pode ver: os hospitais estão com 90% das UTIs ocupadas. Agora, o que a gente precisa fazer: quantos são de Covid e quantos são de outras enfermidades”, disse.

Segundo o boletim mais recente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Brasil acumula mais de 365 mil mortes e 13,7 milhões de casos

Até novembro do ano passado, o Brasil tinha registrado 1 milhão de casos da dengue em 2020, notificando 528 óbitos.

Fonte: Metrópoles / Foto: Reprodução


Redacao16 de abril de 2021
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3min00

Um vídeo gravado pelo porteiro de um prédio da região Oeste de Belo Horizonte mostra a falsa enfermeira suspeita de aplicar vacinas contra a covid-19 de forma clandestina falando sobre o valor do suposto imunizante.

Na gravação, o porteiro pergunta para a mulher se é possível comprar a vacina que ela estava aplicando em algum laboratório. Ela nega e alega que o imunizante utilizado por ela ainda não é vendido ao público em geral. Na sequência, ela é perguntada sobre o valor da vacina.

— É R$ 600.

Ao ouvir o valor, o porteiro afirma que ainda vai demorar para poder comprar o imunizante. Em resposta, ela alega que o imunizante vai ser liberado aos poucos.

Vacinação delivery

Uma testemunha ouvida pela Polícia Federal afirma que a suposta enfermeira se apresentava nos edifícios em que ia aplicar a vacina com o seu nome verdadeiro, mas apresentava números de identidade diferentes.

Um vídeo usado nas investigações e divulgado pela Rádio Itatiaia mostra a falsa enfermeira entrando em um prédio de luxo na região Oeste da capital. O empresário Marcelo Martins Araújo, que confirmou ter comprado o suposto imunizante com a mulher, vive neste local. 

Veja vídeo:

https://player.r7.com/video/i/6079dcaa4b49559d9d000803

Fonte: Gazeta Digital / Foto: REPRODUÇÃO / RECORD TV MINAS


Redacao15 de abril de 2021
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6min00

No projeto que estabelece as diretrizes para o Orçamento de 2022, enviado ao Congresso nesta quinta-feira (15), o governo estipulou uma meta fiscal de rombo de R$ 170,5 bilhões para o ano que vem.

Será o nono ano consecutivo de rombo nas contas públicas, com o governo federal gastando mais do que arrecada. O projeto ainda traz estimativas do governo para os dois anos seguintes e aponta que o buraco persistirá ao menos até 2024, totalizando onze anos seguidos de déficit primário negativo.

O texto ainda definiu que o salário mínimo deverá ser reajustado de R$ 1.100 para R$ 1.147 em janeiro.

O reajuste, antecipado pelo jornal Folha de S.Paulo, ficará em 4,3%, sem ganho real aos trabalhadores. Será o terceiro ano seguido que o piso nacional não terá aumento acima da inflação, mantendo o plano do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que acabou com a política de ganhos reais que vigorou no Brasil por mais de duas décadas.

Ainda sem solução para o Orçamento deste ano, o governo apresentou o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022 nesta quinta, prazo limite para envio ao Congresso.

O valor estipulado para a meta do ano que vem é semelhante à última previsão do governo, que estimava um déficit de R$ 178,9 bilhões.

A meta fiscal é o esforço que o governo promete fazer com o objetivo de evitar o crescimento da dívida pública. O valor estabelecido corresponde à diferença entre as receitas e despesas previstas para o ano, exceto o gasto com juros.

A LDO é a primeira etapa da formalização do Orçamento e traz as bases para as contas do ano seguinte, com projeções de receitas e despesas, além de outros parâmetros. Esse alicerce depois é usado para produzir a LOA (Lei Orçamentária Anual), que é apresentada até agosto e define o Orçamento propriamente dito, com todo seu detalhamento.

A estimativa da LDO para o salário mínimo pode ser alterada ao longo da tramitação do projeto no Legislativo. O novo valor só entrará em vigor depois que o presidente da República assinar um decreto formalizando o cálculo.

O Congresso tem até meados de julho para aprovar a LDO de 2022, mas, como já ocorreu em anos anteriores, a votação pode ser adiada. Pela Constituição, o Legislativo só pode entrar em recesso em julho após ter aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano.

Em muitas ocasiões, no entanto, os parlamentares acabam saindo em um recesso informal e deixam a votação da proposta para depois.

Esses atrasos motivaram parte dos problemas do Orçamento deste ano. Por divergências políticas, a LDO de 2021 só foi votada no encerramento do ano passado. A LOA, por sua vez, foi apreciada às pressas e promulgada apenas em março deste ano, com uma série de problemas.

A peça orçamentária de 2021, que ainda precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, subestimou gastos obrigatórios, como os benefícios previdenciários, e turbinou as emendas parlamentares —recursos que deputados e senadores podem destinar para projetos e obras em suas bases eleitorais.

Agora, Bolsonaro tem que decidir se acata a orientação da equipe econômica, que pede veto parcial ao texto e recomposição dos gastos, ou a ala política e parlamentares, que pressiona pela sanção integral com correção das contas ao longo do ano.

Para 2021, a meta fiscal do governo está definida em déficit de R$ 247 bilhões. No entanto, a depender da necessidade de gastos com medidas de enfrentamento da pandemia, esse valor poderá ser afrouxado.

Fonte: Yahoo Finanças / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress


Redacao14 de abril de 2021
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2min00

Uma garota de programa foi presa em Copacabana, na Zona Sul do Rio, sob acusação de estupro contra o ex-namorado, um empresário de 29 anos. Lidia Nayara de Azevedo, de 38, teria dopado e abusado do ex-companheiro após convidá-lo para o apartamento em que ela mora, em meio a uma suposta reconciliação. Em depoimento prestado na 13ª DP (Ipanema), a vítima contou que, depois de chegar à residência de Lidia, recebeu uma bebida adulterada e acabou dormindo por quase 24 horas seguidas.

Ele só despertou quando recebeu telefonemas da mãe, que revelou ter recebido fotos e vídeos enviados pela moça. Nas imagens, ela mostrava a sessão de abusos sexuais.

Ainda segundo o rapaz, os dois namoravam desde novembro de 2016, entre idas e vindas. O relacionamento era marcado por muitas brigas e há, inclusive, registros de ocorrência feitos junto à polícia por conta de crimes da Lei Maria da Penha.

Durante o estupro, Lidia inseriu dedos e um vibrador no ânus do ex-namorado – tudo registrado por fotos e vídeos, que também foram postados em redes sociais e aplicativos de conversa. À polícia, a vítima afirmou que se sente “humilhado” por todo o ocorrido.

De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular dª 13a DP, Lidia foi presa temporariamente pelo crime de estupro. Em seu Relatório de Vida Pregressa. há anotações por diversos crimes, comoG roubo e tentativa de homicídio. Ela foi encaminhada ao sistema prisional.

Fonte Folhamax / Foto Reprodução


Redacao10 de abril de 2021
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4min00

Após compartilhar na internet imagens que mostram pedaços de pele e sacos plásticos com gordura retirados de pacientes, a cirurgiã plástica Caren Trisoglio Garcia, que atende em Ribeirão Preto (SP), teve o registro temporariamente suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

A suspensão, segundo informa o portal G1, ocorreu na quinta-feira (8/4) e tornou-se pública por meio do site do Cremesp neste sábado (10/4). Em nota, a entidade afirmou que aguarda a publicação da medida no Diário Oficial da União e informou que as investigações sobre a conduta da médica tramitarão sob sigilo.

Durante a investigação, a médica não poderá atender pacientes e, ao fim do processo, ela pode ter o registro cassado. Procurada pelo G1, Caren não comentou a suspensão do Cremesp nem o teor das publicações.

Segundo a reportagem, a médica já havia sido suspensa por seis meses das atividades da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), que encaminhou o caso ao Cremesp e retirou o nome dela das listas oficiais de busca da SBCP.

O material exposto nas redes pela médica foi considerado antiético e sensacionalista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A cirurgiã segura um pedaço de pele, que chama de “troféu de hoje”, e sacos com gordura humana enquanto dança e dá risadas.

Caren tem 636 mil seguidores e 11 milhões de curtidas no TikTok. Como aponta a SBPC, a médica infringiu cinco artigos do regimento interno da entidade, que proíbem o compartilhamento de imagens de partes do corpo ou de pré ou pós-operatórios, mesmo com autorização expressa do paciente.

A entidade afirmou que a médica também desrespeitou artigos que proíbem o profissional de apresentar resultados de cirurgias ou se autopromover em meios de comunicação com objetivo de conquistar clientes.

A SBCP informou ao portal que a cirurgiã anunciou técnicas que supostamente lhe atribuem capacidade privilegiada na realização de determinados procedimentos cirúrgicos, o que também é vedado pelo regulamento interno da entidade.

Fonte: G1/Metópoles / Foto: Reprodução Tik Tok