Conteúdo/ODOC – Juan Pablo Padilha, marido de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, publicou uma homenagem à esposa após a morte dela durante uma cirurgia plástica, nesta sexta-feira (16), no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá. No desabafo, ele contou que os procedimentos eram um sonho da jovem, que deixou dois filhos. Neste sábado (17), o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) anunciou que vai apurar as circunstâncias do atendimento.
Ao compartilhar imagens e lembranças da esposa, Juan afirmou que não apoiava a realização da cirurgia, mas conhecia a determinação dela para realizar seus desejos.
“Meu amor, essa cirurgia sempre foi o seu sonho, nunca fui a favor, mas sabia que você iria fazer, pois você sempre correu atrás e fez tudo que desejava. Te admiro muito por isso”, escreveu.
Na publicação, ele também lamentou não ter expressado com mais frequência o amor e a admiração que sentia por Lurdes. Ao lembrar da dedicação dela aos filhos, agradeceu pela família que construíram.
“Me perdoe por não te dizer todos os dias a mulher fantástica que você é, essa mãe exemplar que eu sempre sonhei para os meus filhos. Obrigado por ter me dado o maior presente que alguém poderia me dar”, declarou.
O marido relatou a dificuldade de lidar com a ausência da companheira e com os planos que ficaram pelo caminho. Em um dos trechos mais emocionados, falou sobre a criação das crianças.
“Tínhamos tantos sonhos para realizar, meu amor. Não sei o que fazer sem você aqui, nunca vou dar conta de cuidar das crianças igual a você. Está tão difícil, por favor volta pra gente”, publicou.
Lurdes realizava procedimentos de colocação de prótese mamária e lipoescultura quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de duas horas, mas ela não resistiu.
Em nota divulgada neste sábado, o CRM-MT lamentou a morte e informou que instaurará uma sindicância por iniciativa própria para investigar o atendimento prestado à paciente.
“Será instaurada uma sindicância ex officio para apurar rigorosamente a dinâmica e todas as circunstâncias que envolveram o atendimento e o falecimento da paciente”, comunicou o conselho.
O órgão esclareceu que a apuração ocorrerá sob sigilo e que a abertura do procedimento não representa uma condenação antecipada do profissional envolvido. Também ressaltou que serão garantidos o direito à defesa e ao contraditório.
“O CRM-MT segue acompanhando o caso e cumprindo o seu papel institucional de zelar pela ética e pela boa prática médica na sociedade”, concluiu.
Fonte: odocumento














