Economia

Dólar avança para perto de R$ 5,17 impulsionado por exterior e eleições

Ibovespa recua e bolsas em Nova York fecham em baixa com disparada nos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos

O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de forte volatilidade nesta quarta-feira (23), com a moeda norte-americana disparando mais de 1% e encostando na faixa de R$ 5,17.

Fatores que pressionaram a cotação

A pressão sobre o câmbio veio acompanhada de um recuo generalizado na bolsa de valores, influenciada diretamente pelo cenário eleitoral interno, pela valorização expressiva do petróleo no mercado internacional e pela força do dólar comercial globalmente. O Ibovespa não resistiu ao pessimismo externo e acabou fechando abaixo dos 186 mil pontos, interrompendo a sequência recente de valorização.

Nas negociações domésticas, a divisa dos Estados Unidos oscilou bastante ao longo do dia, alcançando o pico de R$ 5,177 no período da tarde antes de desacelerar levemente para o encerramento oficial.

Impacto dos dados dos Estados Unidos

No cenário internacional, o índice DXY registrou avanço significativo após a divulgação de dados robustos sobre a atividade econômica norte-americana. O índice de gerentes de compras avançou para 58,4 em setembro, superando a marca de 50 que aponta expansão e consolidando apostas de que o Federal Reserve manterá os juros em patamares elevados por um período prolongado.

Essa perspectiva elevou drasticamente os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os chamados Treasuries. O retorno dos papéis de dez anos superou a marca de 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007, movimento que estimula a fuga de capitais de países emergentes como o Brasil.

Desempenho dos ativos e commodities

As bolsas de Nova York operaram no vermelho, com forte impacto sobre o setor de tecnologia devido à sensibilidade aos juros altos. Paralelamente, o mercado de commodities refletiu as incertezas geopolíticas, com o petróleo retomando a trajetória de alta após cinco dias de quedas consecutivas. A commodity tipo Brent avançou 2,84% e o WTI subiu 1,81%, impulsionados por impasses em negociações no Oriente Médio e por dados divergentes nos estoques norte-americanos.

Apesar da turbulência observada no pregão, no acumulado do ano a divisa norte-americana ainda registra desvalorização perante a moeda brasileira, enquanto o índice acionário nacional mantém saldo positivo no mês de setembro.

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