O Estreito de Ormuz continuará fechado até que o governo iraniano tenha suas sete exigências atendidas, conforme previsto em um entendimento provisório firmado com os Estados Unidos em junho, de acordo com informações divulgadas pela imprensa estatal.
Negociações mediadas pelo Catar
Durante a Assembleia Geral da ONU, Teerã apresentou um plano prevendo que a rota marítima poderia voltar à normalidade em até uma semana caso o acordo fosse cumprido. Na semana passada, Washington enviou uma resposta utilizando intermediários cataris, que atuam na tentativa de encerrar o conflito iniciado no final de fevereiro com os ataques liderados por EUA e Israel.
“A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf. O parlamentar também destacou que Washington “precisa compreender que o período de prolongamento do processo (diplomático) e de imposição de exigências unilaterais chegou ao fim”.
A questão nuclear e as divergências
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores explicou que o governo iraniano comunicou suas posições gerais aos norte-americanos por meio de mediadores, embora ainda existam pontos pendentes a serem repassados.
“As propostas dos norte-americanos estão mais ou menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear. Dissemos a eles que nosso foco nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança nessa via navegável exige medidas claras por parte dos EUA”, declarou o porta-voz Esmaeil Baghaei. Ele também desmentiu boatos de que Teerã teria proposto liberar inspeções da agência nuclear da ONU em troca do fim das sanções norte-americanas, reforçando que conversas nucleares diretas com Washington não foram iniciadas.
O texto em discussão prevê um prazo de sete dias para ações voltadas à construção de confiança, buscando resgatar uma versão aprimorada do entendimento estabelecido em junho com medidas práticas sobre o programa atômico. Segundo fontes ligadas ao processo, o principal obstáculo não envolve o conteúdo do plano, mas sim a ordem em que cada etapa deve ser cumprida. Antes do início dos confrontos, a passagem estratégica era rota de escoamento de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumido no planeta.







