Polícia

PM resgata homem amarrado em quarto de hotel em MT e dois criminosos morrem em confronto

Dois homens, um de 28 anos e outro de 30, morreram após serem baleados durante uma intervenção da Polícia Militar para resgatar um homem, de 34 anos, mantido em cárcere privado e submetido a tortura, ontem, em um hotel em Sapezal (510 km de Cuiabá).

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu uma denúncia por volta das 13h, informando que dois homens estariam mantendo a vítima amarrada e sob tortura em um quarto do hotel. A situação seria uma ação criminosa conhecida como “salve”, prática de punição atribuída a integrantes de facções criminosas. Os policiais foram até o estabelecimento e, ao chegarem ao quarto 2, ouviram vozes no interior. Quando tentaram abrir a porta, os suspeitos teriam tentado impedir a entrada da equipe. Nesse momento, os militares conseguiram visualizar a vítima amarrada.

Segundo o registro policial, os dois homens estavam armados com um revólver e avançaram contra os policiais. Mesmo após receberem ordem para parar e soltar a arma, um dos suspeitos teria apontado o revólver diretamente para um policial militar.

Diante da ameaça, os militares efetuaram disparos para conter a agressão. Após a situação ser controlada, os policiais entraram no quarto e resgataram a vítima, que estava com as mãos e os pés amarrados e apresentava lesões pelo corpo. O registro também relata que ele estava com o pescoço sob pressão, em uma condição que poderia provocar asfixia. Ele foi retirado do local e recebeu atendimento.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para socorrer os suspeitos, que haviam sido atingidos pelos disparos. Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marcelina, mas morreram após os atendimentos médicos, conforme informações repassadas à Polícia Militar pela unidade de saúde.

No quarto, os policiais encontraram um revólver calibre .357, com cabo de madeira e capacidade para seis munições. A arma estava com cinco munições e permaneceu no estabelecimento até a chegada da perícia. Durante o isolamento do estabelecimento, uma mulher que se apresentou como proprietária do hotel relatou aos policiais que havia sido ameaçada de morte, dias antes, por integrantes de uma facção criminosa. Segundo ela, após as ameaças, foi expulsa do estabelecimento e já havia registrado uma ocorrência sobre o caso.

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