Política

Governador anuncia fusão de pastas e diz que irá passar serviços a prefeitos

Na reforma administrativa proposta pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) consta a fusão de secretarias do governo para reduzir despesas. Conforme o chefe do Executivo estadual, a intenção é deixar que os municípios sejam os responsáveis por levar os serviços públicos aos cidadãos, e não o governo. Apesar da redução, ele garante que não haverá prejuízo à demanda dos mato-grossenses.

“Fechar, não. Nós vamos fazer algumas fusões. Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, nós vamos economizar”, afirmou em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira. Pivetta disse que o governo tem “espírito municipalista” e que a ideia é trabalhar ao lado dos gestores municipais, mas reduzir a presença do Estado nas ações da ponta, em serviços como a educação pública, as políticas para a população idosa e a saúde pública, por exemplo.

“Ao invés de ter estrutura aqui [no governo] para fazer o que o município pode fazer e deve fazer, nós vamos diminuir essa estrutura aqui para poder canalizar com facilidade os recursos, fundo a fundo, para os municípios executarem as políticas públicas. É simples assim, não vamos inventar nada”, acrescentou.

Questionado sobre quais outras medidas estão sendo adotadas, o governador afirmou que o deputado estadual Max Russi (Podemos) ficará responsável por apresentar as propostas aos parlamentares no período em que estiver à frente do governo. Pivetta vai ficar dez dias no exterior. A expectativa é que haja um acordo costurado até seu retorno.

“Por uma questão até de praticidade, para não criar polêmica desnecessária, nós combinamos com os deputados que eu vou deixar o resumo do que nós fizemos para o Max, que vai assumir o governo amanhã. E para ele apresentar para os deputados, para que, quando eu voltar, esse assunto, para não ter nenhuma dúvida, para a gente avançar, votar, se o deputado entender que nossas propostas são do interesse da sociedade”, disse Pivetta.

Logo após sua reeleição, o governo exonerou 155 servidores comissionados de pelo menos 14 secretarias ou órgãos públicos.

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