Economia

Cooperativismo movimenta mais de R$ 75 bilhões em Mato Grosso e gera 14 mil empregos diretos

O cooperativismo mato-grossense movimentou R$ 56,05 bilhões em ingressos e receitas em 2025 e esteve associado à mobilização de R$ 75,26 bilhões em produção dentro de Mato Grosso e R$ 100,28 bilhões em todo o Brasil. Os dados fazem parte do estudo Impactos do Cooperativismo na Economia de Mato Grosso, elaborado pelo Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a partir de demanda do Sistema OCB/MT, e apresentado esta semana, em Cuiabá, no lançamento do Anuário do Cooperativismo Mato-grossense 2026, publicação que reúne os principais dados oficiais do setor e apresenta um panorama da evolução do cooperativismo no estado.

Para o presidente do Sistema OCB/MT, Nelson Piccoli, os indicadores mostram a dimensão alcançada pelo movimento cooperativista no Estado. “O cooperativismo está presente em diferentes setores da economia e em diferentes regiões de Mato Grosso. Esses números mostram a dimensão que o movimento alcançou e, principalmente, a sua capacidade de gerar oportunidades e movimentar a economia. O nosso compromisso é continuar fortalecendo as cooperativas para que elas possam ampliar sua atuação, gerar benefícios aos cooperados e contribuir cada vez mais para o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas.”

A pesquisa do Observatório em parceria com a FIPE também estima que a atividade das cooperativas esteve associada à mobilização de 376,8 mil empregos formais e informais, diretos e indiretos, em Mato Grosso, além de R$ 37,15 bilhões em valor adicionado, R$ 2,88 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 12,48 bilhões em massa salarial no estado.

Os resultados foram calculados por meio de uma Matriz Insumo-Produto, metodologia que permite mensurar os efeitos diretos e indiretos da atividade das cooperativas sobre diferentes setores da economia. Para cada R$ 1,00 de demanda mobilizada pelo cooperativismo, o estudo estima R$ 1,34 em produção dentro do estado. Em relação ao emprego, cada R$ 1 milhão de demanda está associado a 8,58 postos de trabalho formais e informais no país, dos quais 6,72 estão em Mato Grosso.

Para o superintendente do Sistema OCB/MT, Frederico Azevedo, os números ajudam a dimensionar o cooperativismo para além da atuação das próprias organizações. “O estudo da FIPE nos permite enxergar, com dados e metodologia técnica, uma dimensão que muitas vezes não aparece quando olhamos apenas para os resultados individuais das cooperativas. A atividade cooperativista movimenta fornecedores, serviços, empregos, renda e arrecadação e estabelece conexões com diferentes setores da economia. Mostrar essa dimensão é importante para que Mato Grosso reconheça cada vez mais o cooperativismo como parte da sua dinâmica de desenvolvimento.”

A informação é da assessoria.

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