Economia

Dólar cai a R$ 4,98 e bolsa bate recorde histórico

Moeda norte-americana recua na semana pós-eleições enquanto o Ibovespa ultrapassa a marca dos 209 mil pontos

O dólar comercial fechou em baixa nesta sexta-feira (9), cotado a R$ 4,985, registrando um recuo de 0,78% e mantendo-se abaixo da marca de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva. Na mínima do dia, alcançada por volta das 13h, a moeda estadunidense chegou a R$ 4,977.

Com esse desempenho, a divisa acumulou uma desvalorização de 4,44% na primeira semana após o primeiro turno das eleições, ampliando a queda no ano para 9,18%. O movimento ocorreu em meio à valorização de moedas de países emergentes, às expectativas dos investidores em relação ao cenário político nacional e ao acompanhamento do índice DXY no exterior, que subia 0,8% segundo cotações da tarde.

Ibovespa atinge nova máxima histórica

Enquanto a moeda americana recuava, a Bolsa brasileira renovou recordes. O Ibovespa avançou 1,38% e encerrou o pregão aos 209.066,90 pontos, após tocar a máxima histórica intradia de 209.713,45 pontos. No acumulado semanal, o índice disparou 8,82%, impulsionado pelo fluxo de investimentos estrangeiros e domésticos para ações brasileiras, além das projeções para a política econômica a partir de 2027. No exterior, o índice S&P 500 também fechou em alta de 0,60%.

Mercado de petróleo em alta

No mercado internacional de commodities, os contratos futuros do petróleo fecharam o dia em alta. O barril do tipo Brent para dezembro subiu 0,42%, encerrando a US$ 104,72, com alta acumulada de 2,41% na semana. Já o WTI para novembro avançou 0,39%, cotado a US$ 91,85 por barril, acumulando ganho semanal de 0,81%.

Fatores externos e inflação

As cotações do petróleo foram sustentadas por preocupações com a oferta global, tensões no Oriente Médio e impactos de condições climáticas adversas sobre a produção norte-americana, a exemplo da passagem do furacão Isaias no Golfo do México. Paralelamente, os investidores repercutiram a divulgação da inflação oficial pelo IBGE, que apontou alta de 0,82% para o IPCA em setembro, acumulando 4,58% nos últimos 12 meses.

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