Cooperativa reúne produtores do Médio Pantanal e amplia participação nas discussões sobre produção rural, preservação ambiental e desenvolvimento regional
MIMOSO – SANTO ANTÔNIO DE LEVERGER (MT)
A Cooperpantanal vem consolidando seu espaço como uma das organizações representativas dos produtores do Médio Pantanal, especialmente na região de Mimoso, distrito de Santo Antônio de Leverger. Com atuação voltada à organização dos criadores de gado pantaneiro, a cooperativa também participa de discussões relacionadas à preservação ambiental, à geração de renda e à busca por alternativas econômicas sustentáveis para as famílias que vivem na região.
Formalmente constituída como Cooperativa dos Criadores de Gado Pantaneiro do Médio Pantanal Ltda., a Cooperpantanal está sediada no distrito de Mimoso e tem entre seus dirigentes o produtor rural Edésio Lucas Evangelista, presidente da entidade.
A organização representa um setor que possui características próprias. No Pantanal, a pecuária tradicional está diretamente relacionada ao território, ao regime das águas e à necessidade de convivência com um dos biomas de maior importância ambiental do país.
Produção e preservação caminham juntas
A realidade dos produtores pantaneiros demonstra que desenvolvimento econômico e preservação ambiental não são necessariamente agendas opostas.
A Cooperpantanal tem participado de discussões que buscam justamente encontrar alternativas capazes de gerar renda para as comunidades sem comprometer os recursos naturais.
Um exemplo ocorreu em Mimoso durante debates relacionados à bioeconomia, quando foram discutidas possibilidades de aproveitamento sustentável de recursos naturais existentes no Pantanal, incluindo o cambará e outras espécies presentes na região.
A proposta é encontrar novas oportunidades econômicas para os produtores, valorizando aquilo que o próprio território oferece e criando condições para que as famílias possam permanecer no campo.
Essa perspectiva também coloca o produtor rural como parte da estratégia de preservação. A manutenção da atividade econômica e da população tradicional no território passa a ser discutida conjuntamente com ações de conservação ambiental.
Cooperativismo fortalece o produtor
A organização coletiva é um dos principais instrumentos para enfrentar os desafios existentes no campo.
Ao atuar de maneira cooperada, os produtores podem ampliar sua capacidade de negociação, buscar novos mercados, discutir políticas públicas e construir projetos destinados à melhoria da produção e da qualidade de vida das comunidades rurais.
Reportagem publicada recentemente sobre a região aponta que a Cooperpantanal reúne aproximadamente 130 pequenos produtores rurais, especialmente ligados à atividade pecuária na região da Baía de Chacororé.
A representatividade alcançada pela cooperativa faz com que suas demandas tenham peso nas discussões sobre infraestrutura, estradas, assistência técnica, comercialização, valorização da produção pantaneira e políticas de conservação.
Mimoso e o desafio de desenvolver o Pantanal
Mimoso possui uma importância histórica e cultural singular para Mato Grosso. O distrito está inserido em uma região marcada pela pecuária tradicional, pelo turismo, pela cultura pantaneira e pela presença de comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais e das atividades econômicas desenvolvidas no território.
Entre os principais desafios estão a melhoria da infraestrutura, o acesso às propriedades rurais, o fortalecimento da atividade produtiva e a criação de novas alternativas de renda.
É nesse cenário que o cooperativismo passa a ter papel estratégico.
A Cooperpantanal busca representar não apenas uma atividade econômica, mas um modo de vida associado ao Pantanal e às famílias que há gerações vivem e trabalham na região.
A aproximação com o cenário político
Essa agenda também passou a ocupar espaço nas articulações políticas de Mato Grosso.
Durante 2026, representantes do setor produtivo e lideranças locais vêm estabelecendo diálogo com diferentes grupos políticos, apresentando demandas relacionadas ao desenvolvimento regional e às necessidades dos produtores pantaneiros.
Nesse contexto está inserida a aproximação com o grupo político formado em torno das candidaturas de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes ao Senado, Fábio Garcia à Câmara dos Deputados e Allan Kardec à Assembleia Legislativa.
Pivetta disputa a reeleição ao Governo do Estado, enquanto Mauro Mendes concorre ao Senado. A própria campanha de Mendes registra seu apoio à candidatura de Pivetta ao Governo.
Fábio Garcia, por sua vez, é candidato a deputado federal pelo União Brasil e atualmente exerce mandato na Câmara dos Deputados.
Já Allan Kardec disputa uma vaga de deputado estadual pelo Podemos nas eleições de 2026, com candidatura deferida pela Justiça Eleitoral.
Allan Kardec e a ligação com o setor produtivo
A presença de Allan Kardec nesse contexto possui uma particularidade: sua relação com o setor rural e com a região de Santo Antônio de Leverger.
Dados da candidatura registram, inclusive, a declaração de uma área rural localizada no município de Santo Antônio de Leverger. Filho de Ex Vereador Ugo Padilha Allan se legitima como pantaneiro, Levergernse e como cooperado da Cooperpantanal se torna naturalmente o representante da região.
Essa proximidade com a realidade do campo contribui para colocar na pauta eleitoral questões relacionadas à produção rural, à infraestrutura e às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento das comunidades pantaneiras.
Para os produtores, a representação política é vista como um caminho para levar as demandas locais às diferentes esferas do poder público.
Uma agenda que vai além das eleições
Independentemente do processo eleitoral, as demandas apresentadas pelos produtores permanecem.
O Pantanal precisa de políticas públicas que considerem simultaneamente a conservação ambiental, a produção rural, a infraestrutura, a geração de renda e a permanência das famílias no território.
Nesse sentido, a atuação da Cooperpantanal representa uma experiência de organização coletiva que busca aproximar essas diferentes agendas.
A cooperativa participa de uma realidade em que produzir e preservar precisam fazer parte da mesma equação.
O fortalecimento da pecuária pantaneira, a valorização do produtor, a busca por alternativas de bioeconomia e a conservação dos recursos naturais são temas que tendem a permanecer no centro das discussões sobre o futuro de Mimoso e do Pantanal mato-grossense.
O futuro do Pantanal passa pelo produtor
A história da Cooperpantanal evidencia um aspecto fundamental: não é possível discutir o futuro do Pantanal sem ouvir quem vive e trabalha diariamente no território.
O produtor pantaneiro conhece o comportamento das águas, os ciclos da natureza, as dificuldades de acesso, os desafios da produção e as transformações pelas quais a região passa.
Por isso, o fortalecimento das organizações representativas dos produtores pode contribuir para construir políticas públicas mais próximas da realidade local.
Em Mimoso, essa discussão ganha uma dimensão ainda maior.
De um lado, está a necessidade de preservar um dos mais importantes biomas brasileiros. De outro, a necessidade de garantir que as famílias que vivem no Pantanal tenham condições de produzir, gerar renda e permanecer em suas propriedades.
É justamente nesse ponto de equilíbrio entre produção, preservação e desenvolvimento que a Cooperpantanal busca consolidar sua atuação e sua representatividade.








